Coronavírus e o perigo chinês

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A grande repercussão midiática sobre o novo Coronavírus (Covid-19) tem trazido grande impacto  em boa parte da população mundial e, sobretudo, em instituições por todo o globo. Estas últimas, ao tomar atitudes drásticas, acabam por reverberar insinuações de pânico, muitas vezes transmitindo uma ideia distorcida da realidade e contribuindo para causar danos consideráveis, principalmente de natureza econômica, em vários países. As corriqueiras reações desproporcionais do mercado financeiro em situações de crise de expectativas, ainda que estas sejam bastante efêmeras, são agravadas por medidas em cadeia que pretensamente visam à sua atenuação, como as reduções artificiais das taxas básicas de juros das nações, que plantam a semente de bolhas financeiras, e a fracassada negociação entre árabes e russos sobre a cotação do petróleo, que muito prejudica a receita das empresas petroleiras. No entanto, há quem ganhe com tudo isso.

A análise sensata dos fatos, antes de qualquer outra diretriz, deve primar por dados verdadeiramente científicos, isto é, que passaram por rigoroso crivo observatório e experimental, sendo não apenas guiados por mera especulação. É basicamente isso que difere dados estatísticos precisos das matérias jornalísticas em geral: enquanto estas são adornadas por subjetivismo e emocionalismo, tendo sua multiplicação alimentada por si mesmas, com a repercussão em cadeia pelos mais diversos veículos midiáticos, os primeiros retratam a conjuntura com a imparcialidade de métodos matemáticos assertivos, porém de pouco apelo publicitário. De acordo com levantamentos realizados pela Universidade Johns Hopkins e por Centros de Controle de Doenças, o Covid-19 apresenta uma média de propagação de 1,5 a 3,5 pessoas por infectado (abaixo de Catapora, Sarampo, Norovírus, Varíola e Polio); letalidade de 3,4%, atingindo idosos em sua maior parte (abaixo de Ebola, MERS, SARS, Gripe Aviária, Gripe Espanhola, Varíola e Tuberculose); mais de 80% dos casos como moderados; e mais de 56% dos que tiveram a doença já recuperados. Apesar de tais informações tranquilizadoras, o assunto "Covid-19" já alcançou mais de 1 bilhão de menções na Mídia, de acordo com o Google News (muito acima de assuntos relacionados a doenças mais graves, como SARS, HIV, MERS, Ebola, Malária, etc, que contaram com, no máximo, algumas dezenas de milhões de menções).

Esse contraste entre fatos concretos pouco alarmantes e sensacionalismo jornalístico nos leva a refletir a respeito de quem realmente se beneficia da desestabilização populacional e da intensa desvalorização das commodities e empresas. A China, segunda maior economia do mundo, travando batalhas frequentes com seu maior rival no mercado global, os EUA, tem, há alguns anos, cambaleado em seu outrora galopante crescimento do PIB, além de ter encontrado, com a eleição de Donald Trump, um grande obstáculo para a continuidade de sua política comercial extremamente protecionista. Para lidar com tais tipos de adversidade, a ditadura socialista se utiliza de expedientes amorais e obscuros, como a exploração de mão de obra escrava, construção de cidades fantasmas, desvalorização indiscriminada de sua moeda nacional, desrespeito à propriedade intelectual dos demais países, entre outras atitudes. A manipulação de agentes infecciosos, potenciais armas biológicas, é realizada no planeta pelo menos desde o século 14 e, em nações antidemocráticas e que não respeitam os direitos humanos ou qualquer código de ética internacional, nada impediria o uso de tal instrumento em favor de objetivos escusos da cúpula governamental.

A compra maciça de ativos extremamente desvalorizados, como o petróleo, o minério de ferro e diversas ações de empresas estratégicas de várias nações, inclusive das petroleiras e mineradoras, beneficia ameaçadoramente a economia chinesa, que com seu ímpeto dominador e cada vez mais influente no mundo, tem colocado em risco as soberanias nacionais ao liderar os mercados locais e, muitas vezes, enviesar as decisões políticas importantes dos países.


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