CPMI das fake news: uma estratégia mentirosa para desgastar o governo federal

Governo obstrui reunião da CPMI das Fake News - Notícias - Portal ...

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das fake news foi criada para em tese investigar crimes de desinformação e impulsionamento de calúnia, difamação, injúria, assassinato de reputação, utilização de mídias sociais com intuito de desequilibrar a corrida eleitoral, etc.. No entanto vêm a cada dia mostrando sua verdadeira face e deixando cada vez mais claro ao cidadão brasileiro qual a sua verdadeira estratégia. 

Acontece que a comissão foi criada inicialmente motivada por aqueles que se diziam prejudicados pelo Governo Federal, que teria se utilizado de uma rede de milícia virtual para impulsionar tais práticas, favorecendo assim um lado da corrida eleitoral. Contudo, se tem algo que a CPMI vem demostrando é que o lado que mais se utilizou desta prática foi justamente o dos opositores do presidente Jair Messias Bolsonaro. Quem não lembra do senhor Hans River, requerido pelo deputado Rui Falcão do PT para prestar depoimento?

Pois bem, esqueceram de combinar ou ensaiar o que dizer com o senhor Hans River. Para quem não sabe, o citado depoente é ex-funcionário da Yacows, empresa de marketing digital investigada por fraudes na campanha eleitoral de 2018, e afirmou categoricamente na presença do deputado petista, que requereu sua presença naquela comissão de investigação, que fora remunerado pelo próprio partido dos trabalhadores e que o objetivo de seu trabalho era desgastar com impulsionamento de desinformação todos os outros candidatos à presidência, inclusive Bolsonaro.

Além deste episódio, inúmeros outros deixam claro aquele velho ditado “acuse-os do que você faz” parece estar cada vez mais evidente. A própria deputada Joice Hasselmann, que em depoimento alegou que o governo possuía uma sofisticada rede de milícia digital para difamar opositores, acabou ela mesma sendo apontada mais à frente por ter uma milícia para uso do que ela acusava lá atrás e sendo paga com recursos de seu próprio gabinete. O deputado Alexandre Frota, que também fizera diversas acusações ao governo durante depoimentos na CPMI, recentemente foi condenado por produzir exatamente o que hoje se chama de fake news em redes sociais.

O caso mais recente divulgado por toda a mídia nacional que reflete na CPMI foi a prisão do empresário Carlos Augusto de Moraes Afonso, mais conhecido como Luciano Ayan, por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Ele era o principal responsável pelo dossiê que foi entregue ao deputado Alexandre Frota e outros integrantes da CPMI das “fake news”, e isso nos faz abrir o olho quanto ao teatro armado como pano de fundo escuso com o qual tem relação esta Comissão, que no fim tenta levantar uma tese de defesa do PL 2630/2020, projeto de lei que visa "combater a disseminação de notícias falsas em redes sociais". 

Portanto, na prática a CPMI das fake news é um instrumento utilizado por parlamentares para apenas desgastar o governo, e isso fica cada vez mais claro quando analisamos tudo que a norteia até o momento. E no fim um dos principais objetivos a ser alcançados por esta é a criação de mecanismos de controle social através do controle da mídia e intervenção completa do Estado na vida privada do cidadão.


Cadastre seu e-mail em "inscrever-se" para receber nossos artigos em sua caixa de entrada e nos acompanhe nas redes sociais.

Comentários