O lado obscuro da Lava Jato

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Quando o empresário Hermes Magnu disse: “Se eu soubesse o que sei hoje, nunca teria procurado Moro”, ascendeu uma luz vermelha na mente de todo brasileiro que espera e anseia por uma limpeza em nossa política. Os questionamentos começam a orbitar nossas mentes, a Lava Jato foi seletiva? O ex-juiz Sergio Fernando Moro teria privilegiado alguns de seus aliados? A Lava Jato não mudará os rumos de nossa política? 

Uma coisa não podemos negar: a operação Lava Jato foi a maior operação de combate à corrupção e ao crime organizado já vista em nosso país e tem inegável relevância na conscientização dos brasileiros sobre como se dá o jogo espúrio em nossa república. Muitos foram presos no decorrer das investigações e condenados posteriormente, sendo concedido a estes a ampla defesa e o contraditório. 

Todos esses condenados são corruptos e saquearam durante décadas os cofres públicos de nosso país, lesaram a pátria com a formação de um cartel de empreiteiras, que se locupletavam de um sistema programado de ganho de licitações e repasses de propinas para aqueles que chefiavam a nossa nação, este é um fato. E, óbvio, o Lula e sua turma tinham que estar metidos nesta falcatrua toda! Isso foi de suma importância para abrir os olhos daqueles que compravam a narrativa de ética e probidade por estes políticos corruptos que, no caso do Lula, já chegou ao ponto de dizer que se achava a “alma mais santa deste país”. 

Contudo, o que faz tomarmo-nos de tristeza é avaliar e ligar os pontos da condução deste processo e verificar que mais uma vez o Brasil e o brasileiro foram envolvidos numa trama que envolve verdadeiros corruptos, ladrões do cofre público, porém conduzida de forma política e, de fato, seletiva! 

O nosso maior problema atualmente na nossa política é o ativismo judiciário, e provavelmente a Lava Jato também foi usada por este ativismo, uma vez que, durante as investigações desta operação e do volume de delações, vários medalhões do PSDB foram citados, todavia, foram ignorados pelo ex-juiz, que nunca via relações destes com o objeto das investigações naquele tempo. 

Quando o Moro aceitou o convite para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, vários movimentos tomados por ele causaram estranheza aos que o defendiam, e após o fatídico episódio de sua retirada do governo em plena pandemia, fazendo acusações que no fim ficaram provadas como portadoras do intuito de apenas provocar um desgaste ao Governo Federal, parece-nos que a “máscara” do ex-juiz começou a cair, uma hora ele teria que mostrar quem verdadeiramente é. 

Após se despir de sua toga e assumir um papel de agente político, Sergio Fernando Moro parece ter ido para o sacrifício, e deixa claro para nós brasileiros que ele é apenas mais uma peça deste tabuleiro e da política do “teatro das tesouras”. 

Sendo assim, chegamos à conclusão de que na verdade a Lava Jato, que deve ser apluadida por todo trabalho feito pelos profissionais (Policiais Federais, servidores do TCU, CGU, Receita Federal, Procuradores, etc.), acabou sendo conduzida por um juiz político que deveria se apegar ao princípio da imparcialidade, isenção, impessoalidade, mas não: a condução pendendo apenas para um grupo político nos fica mais claro que se tratava de um jogo para mostar ao brasileiro que o lulapetismo não deu certo para o país, pois são corruptos, porém passando a imagem à nação que o PSDB poderia conduzir este país. E onde erraram? 

Erraram, com a graça de Deus, pois, ao revelar as vísceras da corrupção deste país, alimentaram no brasileiro um sentimento de total mudança na condução da nação, e foi aí onde Bolsonaro ganhou, e isto foi um erro no sistema, por isso, vemos hoje tantos movimentos descarados no afã de inviabilizar um governo que tenta mudar um pouco a realidade sofrida deste país. 

“Para mim, esse movimento de Sergio Moro de ir para o Ministério da Justiça, já preparando o terreno... esses movimentos de absolver Danielle Janene (filha do ex-deputado José Janene, acusada de lavar dinheiro) eram um recado ao mundo político para tentar recuperar poder. Para mim, Moro foi para o governo Bolsonaro para tentar investigar o governo Bolsonaro, fazer uma Lava Jato, e quebrou a cara”. (Hermes Magnu).


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