O melhor presidente que o Brasil não teve

Por que tenho minhas diferenças com Enéas Carneiro - Sentinela Lacerdista

Dr. Enéas Ferreira Carneiro nasceu na cidade de Rio Branco, no Acre (AC), em 5 de novembro de 1938, sendo filho do barbeiro Eustáquio José Carneiro e da dona de casa e artesã Mina Ferreira Carneiro. Ficou órfão aos nove anos de idade, trabalhou desde pequeno e sempre conciliou seu trabalho com os estudos, cursando o primário no Grupo Escolar 24 de Maio, em Rio Branco, e o ginásio e o científico no Colégio Estadual Paes de Carvalho, em Belém do Pará, e sempre se posicionando em primeiro lugar com notas altíssimas. 

Em 1958, ingressou na Escola de Saúde do Exército, no Rio de Janeiro, onde se formou como terceiro-sargento auxiliar de anestesiologia, tendo sido novamente o melhor aluno e, com os recursos que obteve de sua formação, investiu mais ainda em seus estudos. Com pouco tempo logrou êxito para o curso de Medicina, onde se formou com brilhantismo, especializando-se em cardiologia. 

Também se graduou no curso de licenciatura, Matemática e Física pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e lecionou as matérias de Biologia, Química, Língua Portuguesa, Matemática e Física em cursos pré-universitários. 

Já no ano de 1977 lançou seu renomado livro “O Eletrocardiograma”, como Mestre em Cardiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Livro que virou um best-seller no assunto e foi apelidado pelos estudantes de medicina como “A Bíblia do Dr. Enéas”. 

Dr. Enéas presidiu a Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro no biênio 1986/1988. Durante anos exerceu a medicina clinicando em seu consultório no Rio de Janeiro e, na condição de professor de Eletrocardiograma, ministrou aulas para mais de 30 mil médicos. Também trabalhou no Instituto Nacional do Câncer (INCA). 

Era um homem de conhecimento rebuscado e leitura, com abrangência em diversas áreas, como: Filosofia, Sociologia, Psicologia, Linguística, Paleoantropologia, Direito Constitucional, Teoria Geral do Estado, Macroeconomia, História, Geologia, Climatologia, Cibernética, Astrofísica e principalmente Medicina e Política. 

Em 1989, diante da situação crítica do País, principalmente na área de saúde, Dr. Enéas Carneiro fundou o Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA), travando uma batalha solitária contra o ordem econômica da época, e abraçou a bandeira da soberania nacional, ou seja, uma batalha contra a esquerda/socialista festiva. 

Desta feita, tendo apenas 15 segundos no horário eleitoral, disputou a Presidência da República no ano de 1989. De maneira fora dos padrões dos políticos à época, obteve mais de 360 mil votos. 

Já nas eleições presidenciais de 1994 Dr. Enéas Carneiro possuía 1 minuto e 17 segundos na propaganda eleitoral, conseguindo a notável votação de 4,6 milhões de votos e sendo o terceiro candidato mais votado à Presidência naquelas eleições, à frente de candidatos consagrados como Leonel Brizola e Espiridião Amin. 

Como candidato à Presidência em 1998, o Dr. Enéas Carneiro obteve 1,407 milhão de votos, propondo que o Brasil não assinasse o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. Foi injustamente atacado pela imprensa, que não entendia o seu posicionamento nacionalista. 

Tendo em vista a aprovação, no governo FHC, da cláusula de desempenho, depois declarada inconstitucional, resolveu ser candidato a Deputado Federal pelo Estado de São Paulo, onde obteve 1.576.040 votos, a maior votação de toda a vida do parlamento até então. 

Enquanto esteve no Congresso, da tribuna, denunciou a privatização como um crime de lesa-pátria, a “doação” da Vale do Rio Doce, bem como a cobrança dos juros exorbitantes da dívida externa. Fez críticas ao neoliberalismo. Defendeu, isoladamente, o Estado mínimo necessário, opondo-se também à legalização das drogas e do aborto, além da defesa intransigente da Amazônia, dos recursos minerais, em especial o nióbio. Denunciou o imperialismo contraceptivo, lutou por um País livre das garras do capitalismo financeiro internacional, das mazelas socialistas, e principalmente para estabelecer a ordem e o respeito pelo nosso amado Brasil. 

Apresentou proposição que proibia a produção e comercialização de alimentos em forma de cigarros e outro projeto que substituía os combustíveis derivados de petróleo por outros produzidos a partir da biomassa, além da defesa de investimentos no programa nuclear brasileiro e nas forças armadas. 

Reeleito Deputado Federal em 2006, foi acometido de uma leucemia e, desiludido com a traição dos deputados eleitos pelo PRONA/SP, envolvidos no escândalo do mensalão, com exceção do benemérito médico Deputado Elimar Máximo Damasceno, resolveu extinguir o partido dizendo: “O PRONA nasceu comigo e morrerá comigo, se fizeram isso em vida, o que não farão depois da minha morte?”. 

E em 6 de maio de 2007, ao lado das suas três filhas, aos 68 anos de idade, já sem a sua famosa e marcante barba, faleceu o Dr. Enéas Carneiro na cidade do Rio de Janeiro. 

Porém, até hoje muita gente reverencia o legado deixado pelo saudoso Dr. Enéas Ferreira Carneiro. E se estivesse vivo estaria na linha de frente do cenário político nacional, afinal o Dr. Enéas foi o melhor presidente que o Brasil não teve e certamente estaria hasteando as bandeiras do conservadorismo, pois já fazia isso mesmo no tempo em que era só; hoje teria milhões para lhe ajudar. Um homem ímpar e de cultura vasta. Um homem de ideias!


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