Brasil: criador da urna eletrônica brasileira explica gravidade de eleições sem auditoria


Nesta segunda-feira (9) o engenheiro que liderou o desenvolvimento e a fabricação das urnas eletrônicas de primeira geração, Carlos Rocha, participou de uma entrevista ao programa da rádio Jovem Pan Os Pingos nos Is. Durante a entrevista, Rocha falou sobre a importância e a necessidade da ocorrência da auditoria dos votos, onde o próprio eleitor possa verificá-lo, além da realização de uma contagem pública dos votos.

Antes de mais nada, é necessário que haja auditoria dos votos. Vale destacar que, na legislação brasileira, o documento impresso em papel não tem validade jurídica. Por isso, nossa proposta é criar um comprovante eletrônico para cada voto, com validade jurídica assinalada pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira [ICP-Brasil]. O próprio eleitor poderá verificar o voto. Haverá contagem pública de votos nas seções eleitorais, bem como a fiscalização dessa contagem pelos partidos. Sem contar as auditorias independentes, realizadas após a votação”, afirmou Rocha.

O engenheiro falou também que é “muito grave” um poder de auditoria centralizado, ou seja, apenas sob o domínio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Portanto, esse poder deve ser descentralizado.

O poder absoluto, centralizado, é muito grave. A situação torna-se mais grave quando observamos um evento confirmado de invasão em todos os sistemas do TSE, realizado durante oito meses. Os testes internos do TSE e as votações paralelas não têm sustentação nas melhores práticas técnicas. É importante que cada voto seja materializado em documento com validade jurídica”, destacou Rocha.


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