O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que considera abaixo do esperado o envolvimento de aliados ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro. Em declarações públicas, Eduardo demonstrou insatisfação com o que classificou como falta de empenho de figuras influentes do campo bolsonarista no apoio direto ao irmão.
Confira detalhes no vídeo:
Segundo ele, pessoas que construíram suas trajetórias políticas sob a liderança de Jair Bolsonaro e que se apresentam como fiéis às orientações do ex-presidente deveriam ter assumido papel mais ativo na divulgação e na defesa da candidatura de Flávio. Para Eduardo, o atual nível de engajamento não reflete a importância estratégica da disputa presidencial nem o capital político acumulado ao longo dos últimos anos pelo grupo.
Entre os nomes citados por Eduardo estão a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira. O ex-deputado afirmou enxergar uma espécie de “amnésia” em relação ao apoio à campanha de Flávio, sugerindo que aliados que se beneficiaram da imagem e do apoio de Jair Bolsonaro agora demonstram distanciamento ou atuação tímida no momento decisivo de articulação política.
As declarações foram feitas durante entrevista concedida ao programa Poder Expresso, exibido pelo SBT News. No diálogo, Eduardo Bolsonaro reforçou a avaliação de que o projeto presidencial do irmão precisa de maior mobilização nas redes sociais, em eventos públicos e nos bastidores partidários para ganhar tração nacional.
Internamente, o comentário do ex-deputado expõe tensões dentro do campo bolsonarista em torno da definição de prioridades para a eleição de 2026. Embora Flávio Bolsonaro seja apontado como um dos principais nomes do grupo, ainda há disputas por protagonismo e diferentes estratégias em debate. Alguns aliados defendem cautela e construção gradual da candidatura, enquanto outros, como Eduardo, avaliam que o momento exige demonstrações mais claras e contundentes de apoio.
A fala também evidencia a expectativa de que a influência de Jair Bolsonaro continue a funcionar como um elemento de coesão e orientação para seus aliados. Para Eduardo, quem se apresenta como seguidor do ex-presidente deveria agir de forma mais alinhada às suas decisões políticas, especialmente em uma eleição considerada crucial para o futuro do grupo conservador.
Do ponto de vista eleitoral, a crítica pública pode servir como tentativa de pressionar aliados a assumirem posições mais visíveis na campanha. Ao mesmo tempo, revela os desafios de manter unidade em um campo político que reúne lideranças com grande exposição individual e bases próprias de apoio.
Enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro busca ampliar seu alcance e consolidar um discurso nacional, declarações como a de Eduardo Bolsonaro mostram que a disputa não se dá apenas contra adversários externos, mas também envolve ajustes internos e cobranças por lealdade e engajamento. O desdobramento dessas tensões deve influenciar os próximos passos da articulação política do grupo rumo à corrida presidencial.
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