VÍDEO: MULHER MORRE APÓS GRAVA VÍDEO RECLAMANDO DE UPA VAZIA



A morte de uma mulher de 32 anos após buscar atendimento em uma unidade de saúde de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, gerou comoção e levantou questionamentos sobre o funcionamento do serviço público de saúde. O caso ganhou grande repercussão após a divulgação de vídeos gravados pela própria paciente pouco antes de seu falecimento, nos quais ela relatava dificuldades para receber atendimento médico e mostrava a situação encontrada dentro da unidade.


Segundo relatos de familiares, a mulher procurou a Unidade de Pronto Atendimento durante a tarde sentindo fortes dores no peito. Enquanto aguardava assistência, ela registrou imagens dos corredores e de algumas salas da unidade. Nos vídeos, enviados posteriormente para amigos e parentes, a paciente demonstrava preocupação com a demora para ser atendida e relatava o que considerava uma situação de deficiência no serviço prestado naquele momento.


As gravações mostram a mulher caminhando pelas dependências da unidade enquanto descreve sua experiência. Em determinados momentos, ela procura profissionais para solicitar atendimento e manifesta preocupação com seu estado de saúde. Outros pacientes que aguardavam atendimento também aparecem nas imagens registradas por ela.


Horas depois da gravação dos vídeos, a paciente voltou a apresentar mal-estar dentro da própria unidade de saúde. Apesar das tentativas de atendimento realizadas posteriormente, ela não resistiu. A morte causou forte impacto entre familiares, amigos e moradores da região, que passaram a cobrar esclarecimentos sobre as circunstâncias do ocorrido.


O laudo médico apontou embolia pulmonar como causa do falecimento. A condição é considerada grave e ocorre quando há obstrução de uma ou mais artérias pulmonares, geralmente provocada por coágulos sanguíneos. Dependendo da extensão do bloqueio e da rapidez do tratamento, a doença pode evoluir rapidamente e representar risco à vida.


Mesmo diante da conclusão inicial apresentada no documento médico, familiares questionam se houve falhas no atendimento prestado. Segundo pessoas próximas à vítima, ela possuía histórico de problemas de saúde e procurou ajuda justamente por apresentar sintomas considerados preocupantes, como dores intensas na região do peito.


A família também afirma que houve dificuldades na comunicação com a equipe da unidade e aponta possíveis inconsistências nas informações recebidas ao longo do atendimento. Diante dessas suspeitas, foi registrado um boletim de ocorrência solicitando a apuração detalhada dos fatos.


A Polícia Civil abriu investigação para esclarecer todas as circunstâncias relacionadas ao caso. Os investigadores deverão analisar documentos médicos, ouvir profissionais que estavam de plantão e coletar depoimentos de familiares, pacientes e testemunhas que estavam presentes na unidade naquele dia.


Paralelamente, a prefeitura de Ribeirão das Neves informou que determinou uma apuração administrativa interna para verificar o funcionamento da unidade e avaliar a atuação dos profissionais envolvidos no atendimento. O objetivo é identificar se os protocolos adotados foram seguidos corretamente e se houve alguma falha que possa ter contribuído para o desfecho do caso.


A morte da paciente reacendeu discussões sobre os desafios enfrentados por unidades de pronto atendimento em diversas regiões do país, especialmente em períodos de grande demanda. O episódio também gerou manifestações nas redes sociais, onde muitas pessoas compartilharam relatos semelhantes sobre dificuldades encontradas em serviços de saúde.


Enquanto as investigações avançam, familiares aguardam respostas sobre o que aconteceu nas horas que antecederam a morte da mulher. A expectativa é que a apuração policial e administrativa esclareça todos os detalhes do caso e determine se houve ou não irregularidades no atendimento prestado à paciente.

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