JUIZ É FLAGRADO FUMANDO E BEBENDO VINHO DURANTE SESSÃO EM MG



O juiz Milton Lívio Lemos Salles, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, foi flagrado fumando e bebendo vinho durante uma sessão de julgamento realizada por videoconferência nesta segunda-feira (10). O comportamento do magistrado provocou a interrupção da sessão e levou o tribunal a determinar uma apuração sobre possível falta funcional.


Confira detalhes no vídeo:



Durante a transmissão, Salles apareceu diante da câmera enquanto participava do ato judicial. Em determinado momento, o magistrado levou uma garrafa de vinho à boca e também foi visto fumando. Além disso, ele participava da sessão vestindo bermuda, situação que chamou atenção diante das regras estabelecidas para atividades judiciais realizadas de forma virtual.


A sessão foi interrompida depois que a conduta do juiz foi percebida. O episódio rapidamente ganhou repercussão e levantou questionamentos sobre o comportamento esperado de magistrados durante julgamentos realizados remotamente.


Salles atua como juiz auxiliar do 4º Núcleo de Justiça 4.0 Cível Família, na segunda instância do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A função envolve a participação em atividades jurisdicionais que podem ser realizadas por meio de plataformas digitais.


Com a expansão das sessões virtuais, os tribunais passaram a estabelecer regras específicas para garantir que os atos realizados por videoconferência mantenham padrões semelhantes aos encontros presenciais. A intenção é preservar a formalidade, a concentração e o respeito necessários ao ambiente judicial.


As normas internas do TJMG determinam que os magistrados utilizem vestimenta compatível com aquela exigida em audiências presenciais durante sessões virtuais. Também estabelecem que os participantes mantenham comportamento adequado e não realizem atividades que sejam consideradas incompatíveis com o ato judicial.


Nesse contexto, o uso de bebida alcoólica e o ato de fumar durante uma sessão podem ser analisados como possíveis violações das regras de conduta aplicáveis ao exercício da função. A participação utilizando roupas consideradas inadequadas também deverá ser considerada na apuração.


Além das normas internas do tribunal, existem orientações e regras do Conselho Nacional de Justiça relacionadas ao comportamento de magistrados durante videoconferências. Essas normas procuram garantir que sessões virtuais mantenham o mesmo nível de formalidade e decoro esperado dos atos presenciais.


O Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que determinou uma apuração imediata e rigorosa sobre o episódio. O objetivo será verificar se houve infração funcional e quais medidas eventualmente deverão ser adotadas.


A apuração será conduzida pela Corregedoria-Geral de Justiça e pelo Órgão Especial do tribunal. Os órgãos deverão analisar as circunstâncias da sessão, as imagens registradas e a conduta apresentada pelo magistrado.


O procedimento deverá considerar as normas internas do TJMG e as regras aplicáveis aos magistrados em atividades judiciais virtuais. Somente após a análise dos fatos será possível determinar se houve efetivamente uma falta funcional e quais seriam suas consequências.


O episódio também reacendeu a discussão sobre os desafios provocados pela adaptação do Poder Judiciário ao ambiente digital. Embora as videoconferências tenham facilitado a realização de sessões e ampliado a possibilidade de participação remota, elas também exigem disciplina semelhante à observada em ambientes físicos.


A câmera passa a representar uma espécie de extensão da sala de julgamento. O comportamento de cada participante pode ser observado pelos demais envolvidos e, em determinadas situações, registrado em vídeo.


Por isso, a postura adotada durante uma sessão virtual pode ter impacto direto sobre a imagem da instituição. Magistrados ocupam funções de responsabilidade e devem seguir padrões específicos de conduta justamente para preservar a confiança no sistema de Justiça.


O caso envolvendo Milton Lívio Lemos Salles será analisado pelas instâncias competentes do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A apuração deverá definir se as atitudes observadas durante a sessão configuram infrações disciplinares.


Até a conclusão do procedimento, eventuais responsabilidades deverão ser avaliadas com base nos fatos e nas normas aplicáveis. O tribunal terá a tarefa de analisar o episódio e determinar as providências cabíveis.


A situação, entretanto, já provocou repercussão por envolver um magistrado durante uma atividade oficial. O caso chama atenção para a necessidade de manter padrões de comportamento e apresentação mesmo quando atos judiciais são realizados por meio de plataformas digitais.


A apuração deverá esclarecer todos os detalhes e indicar se houve violação das regras de conduta. O resultado do procedimento poderá determinar os próximos passos adotados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais em relação ao episódio.

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