BRASIL: DOIS DEPUTADOS DE DIREITA SÃO SUSPENSOS POR UM MÊS


Dois deputados de direita da Câmara dos Deputados foram recomendados para suspensão após participarem de um motim parlamentar em agosto, segundo decisão da Corregedoria da Casa. A medida, anunciada em 19 de setembro de 2025, envolve os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC).
Confira detalhes no vídeo:


O corregedor Diego Coronel (PSD-BA) analisou as representações apresentadas pela Mesa Diretora e propôs a suspensão de Pollon por 90 dias, enquanto Van Hattem e Zé Trovão teriam seus mandatos suspensos por 30 dias. Além disso, outros 14 parlamentares receberam recomendação de censura escrita, incluindo Bia Kicis, Nikolas Ferreira e Sóstenes Cavalcante.

O episódio que motivou a ação ocorreu no início de agosto, quando deputados de oposição bloquearam a presidência da Câmara, tentando pressionar para que pautas como a anistia de condenados pelo 8 de janeiro fossem discutidas. A manobra foi vista como uma tentativa de atrasar a retomada normal das atividades legislativas após o recesso.

A decisão da Corregedoria, entretanto, ainda não é definitiva. Ela será encaminhada à Mesa Diretora, que decidirá se o caso será levado ao Conselho de Ética. Se a suspensão for confirmada, os deputados afastados deixarão de receber o salário correspondente ao período, atualmente em R$ 46.366 por mês.

Os parlamentares punidos reagiram com críticas à recomendação. Van Hattem classificou a medida como uma perseguição política à direita, enquanto Zé Trovão afirmou que 30 dias de suspensão “não são nada” e que continuará defendendo pautas como a anistia.

O caso evidencia a polarização crescente no Congresso, mostrando os conflitos entre parlamentares da oposição e da base governista. Também coloca em debate os limites da imunidade parlamentar e a necessidade de manter a ordem nas atividades legislativas, diante de ações consideradas obstrutivas por parte de alguns deputados.

O episódio e a recomendação de suspensão reforçam a tensão política dentro da Câmara e levantam discussões sobre como punir condutas que interfiram no funcionamento normal do Legislativo, sem ferir direitos constitucionais dos parlamentares.


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