Confira detalhes no vídeo:
O corregedor Diego Coronel (PSD-BA) analisou as representações apresentadas pela Mesa Diretora e propôs a suspensão de Pollon por 90 dias, enquanto Van Hattem e Zé Trovão teriam seus mandatos suspensos por 30 dias. Além disso, outros 14 parlamentares receberam recomendação de censura escrita, incluindo Bia Kicis, Nikolas Ferreira e Sóstenes Cavalcante.
O episódio que motivou a ação ocorreu no início de agosto, quando deputados de oposição bloquearam a presidência da Câmara, tentando pressionar para que pautas como a anistia de condenados pelo 8 de janeiro fossem discutidas. A manobra foi vista como uma tentativa de atrasar a retomada normal das atividades legislativas após o recesso.
A decisão da Corregedoria, entretanto, ainda não é definitiva. Ela será encaminhada à Mesa Diretora, que decidirá se o caso será levado ao Conselho de Ética. Se a suspensão for confirmada, os deputados afastados deixarão de receber o salário correspondente ao período, atualmente em R$ 46.366 por mês.
Os parlamentares punidos reagiram com críticas à recomendação. Van Hattem classificou a medida como uma perseguição política à direita, enquanto Zé Trovão afirmou que 30 dias de suspensão “não são nada” e que continuará defendendo pautas como a anistia.
O caso evidencia a polarização crescente no Congresso, mostrando os conflitos entre parlamentares da oposição e da base governista. Também coloca em debate os limites da imunidade parlamentar e a necessidade de manter a ordem nas atividades legislativas, diante de ações consideradas obstrutivas por parte de alguns deputados.
O episódio e a recomendação de suspensão reforçam a tensão política dentro da Câmara e levantam discussões sobre como punir condutas que interfiram no funcionamento normal do Legislativo, sem ferir direitos constitucionais dos parlamentares.
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