VIDEO: CÂMARA SURPREENDE ESQUERDA E APROVA PEC QUE ENFRAQUECE STF


No dia 17 de setembro de 2025, a Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/21, conhecida popularmente como “PEC da Blindagem”. A medida modifica a Constituição para dificultar investigações e processos criminais contra parlamentares, incluindo restrições à execução de mandados de prisão. Com a aprovação na Câmara, a proposta segue agora para análise no Senado Federal.


Entre os principais pontos da PEC, está a exigência de autorização prévia da respectiva Casa Legislativa para que deputados e senadores possam ser processados criminalmente. A votação deve ser secreta e exigir maioria absoluta. Além disso, prisões só poderão ocorrer em casos de flagrante por crime inafiançável, cabendo ao Parlamento decidir em até 24 horas se mantém ou revoga a detenção. A proposta ainda amplia o foro por prerrogativa de função, incluindo presidentes de partidos.


A aprovação da PEC provocou reação imediata e divergente. Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, criticou a decisão, afirmando que os deputados cometeram um “juízo de valor incorreto” e que a medida representa desrespeito aos eleitores e à população brasileira. Segundo ele, a proposta enfraquece mecanismos de controle e abre espaço para impunidade.


Por outro lado, líderes partidários favoráveis à PEC defendem que o objetivo é equilibrar os Poderes e proteger a autonomia do Legislativo. Para eles, a medida não cria impunidade, mas garante que parlamentares possam se defender adequadamente e que processos sejam conduzidos de maneira justa e transparente.


Com a tramitação encaminhada ao Senado, a PEC seguirá pelo rito regimental, passando pela análise da CCJ e, posteriormente, pelo plenário. Caso seja aprovada sem alterações, seguirá para promulgação; se houver mudanças, retornará à Câmara para nova votação. A expectativa é de que o debate se mantenha intenso, refletindo a polarização política sobre o papel do Legislativo e a relação com o Judiciário.


O episódio evidencia a crescente tensão entre os Poderes no Brasil e levanta questões sobre limites institucionais e controle parlamentar. A PEC da Blindagem se tornou um ponto central de disputa entre aqueles que defendem maior autonomia para parlamentares e os que alertam para riscos de enfraquecimento do sistema de fiscalização e da Justiça.


Em resumo, a aprovação da PEC na Câmara representa uma vitória para os parlamentares que apoiam a proteção do Legislativo, mas gera preocupação entre opositores e especialistas em governança sobre possíveis impactos na fiscalização e na accountability política. A medida deve continuar a provocar debates acalorados à medida que avança no Senado e mobiliza tanto parlamentares quanto a opinião pública sobre o equilíbrio de poder entre Legislativo e Judiciário.



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