O governo iniciou exercícios militares em bairros populares, buscando ensinar técnicas de defesa e o manuseio de armamentos. A estratégia tem como objetivo fortalecer a resistência interna e consolidar o apoio da população ao regime chavista. Além disso, foi criado o Conselho Nacional por la Soberanía y la Paz, destinado a coordenar ações de defesa e estimular a unidade nacional.
Cerca de 2,5 milhões de cidadãos foram mobilizados para integrar milícias organizadas em Unidades Comunales de Milicias. Embora especialistas questionem o número exato de combatentes efetivos, a medida demonstra a intenção do governo de criar uma rede de defesa popular em todo o território venezuelano.
O aumento das tensões ocorre após ações militares dos Estados Unidos no Caribe, incluindo interceptações de embarcações suspeitas de tráfico de drogas. O governo Maduro classificou essas medidas como agressões e afirmou que a Venezuela está preparada para resistir caso seja atacada. Ele também denunciou uma espécie de “guerra não declarada” por parte dos EUA, citando o rompimento das comunicações diplomáticas devido às ações hostis.
Em demonstração de força, o país realizou exercícios militares na ilha de La Orchila, envolvendo cerca de 2.500 soldados e aeronaves Sukhoi Su-30. A ação tem o objetivo de mostrar a capacidade defensiva da Venezuela e enviar uma mensagem de dissuasão a forças estrangeiras.
Além disso, a Venezuela estreitou relações com a Rússia, firmando um Tratado de Associação Estratégica e Cooperação. O acordo visa aprofundar a colaboração política, econômica e militar, incluindo a produção conjunta de armamentos, como fuzis AK-103.
O cenário atual evidencia uma escalada nas tensões entre Venezuela e Estados Unidos, com ambos os países adotando posturas agressivas. A mobilização militar e os treinamentos para civis mostram que Caracas se prepara para possíveis confrontos, enquanto a retórica hostil sugere que a crise pode se intensificar nos próximos meses.
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