VIDEO: FILHA DE CLEZÃO CONFRONTA MORAES EM AUDIÊNCIA


Luíza Cunha, filha de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, causou forte comoção durante audiência pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal, em setembro de 2025. Ela utilizou o espaço para relatar o sofrimento de sua família após a morte de seu pai, que faleceu em novembro de 2023 enquanto estava preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília.


Clezão havia sido detido acusado de envolvimento nos atos de 8 de janeiro, que resultaram na invasão dos Três Poderes. Apesar de parecer favorável à sua soltura emitido pela Procuradoria-Geral da República, o pedido não foi analisado pelo relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes. A defesa do detento argumentava que ele sofria de vasculite e outras complicações de saúde, mas mesmo assim permaneceu detido sem julgamento.


Durante seu depoimento, Luíza contou que seu pai sofreu um infarto fulminante durante o banho de sol na prisão e que não recebeu atendimento médico adequado, afirmando que a morte dele representou uma violação de direitos humanos. Ela destacou: “Meu pai foi morto injustamente e sofreu na prisão. Ele não era criminoso. Minha família não merece isso.”


Além de relatar a morte do pai, Luíza criticou diretamente a atuação do ministro Alexandre de Moraes, acusando-o de arbitrariedades no processo. Ela também mencionou que o governo dos Estados Unidos sancionou Moraes com base na Lei Magnitsky, destinada a punir violações de direitos humanos, e comparou a situação com o Brasil, onde, segundo ela, a justiça se transformou em perseguição política. Luíza afirmou: “O mundo está começando a ver o que nós sempre soubemos: aqui no Brasil, a justiça virou perseguição.”


O depoimento trouxe à tona não apenas o sofrimento de sua família, mas também questionamentos sobre a atuação do Judiciário em casos politicamente sensíveis. A fala de Luíza evidenciou as tensões entre autoridades e familiares de detentos, mostrando o impacto humano de decisões judiciais polêmicas.


A audiência serviu como um espaço para que Luíza e outras pessoas afetadas pelos eventos de 8 de janeiro compartilhassem suas experiências, buscassem reconhecimento e exigissem justiça. O caso de Clezão tornou-se símbolo das críticas à atuação do Judiciário e das disputas políticas no Brasil, refletindo a polarização e a complexidade do cenário político atual.


O depoimento da filha de Clezão reforçou o debate sobre direitos humanos, imparcialidade do Judiciário e a necessidade de transparência em processos envolvendo presos políticos ou acusados em casos de grande repercussão. A repercussão da audiência também indica que a sociedade brasileira permanece atenta às ações do STF e às consequências de suas decisões sobre cidadãos e familiares afetados.



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