O vice-presidente da CPMI, deputado Duarte Jr. (PSB-MA), demonstrou indignação com a postura do depoente, criticando sua atuação e classificando suas atitudes como pouco colaborativas. O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) também se manifestou, afirmando que Wilians se limitava a respostas repetitivas, aparentando apenas "ganhar tempo". Já o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), descreveu o depoimento como “frustrante” e sugeriu que o advogado poderia se tornar alvo de futuras investigações da CPMI.
Durante a sessão, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) entrou em conflito verbal com o relator, questionando a condução dos trabalhos. O bate-boca só foi interrompido pela intervenção de outros parlamentares, evidenciando a divisão interna e aumentando a tensão na comissão. As investigações da CPMI têm foco em supostas fraudes bilionárias na Previdência, que já motivaram operações da Polícia Federal e a convocação de diversos nomes ligados ao esquema.
Wilians foi chamado a depor por sua relação com Maurício Camisotti, considerado um dos principais investigados. Ao longo da oitiva, o advogado negou participação nas fraudes e manteve-se em silêncio, respaldado por habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal. Sua recusa em assinar o termo de compromisso e a repetição de respostas geraram críticas de parlamentares, que questionaram a utilidade de seu depoimento para a comissão.
O episódio evidenciou a polarização política dentro da CPMI e levantou debates sobre a efetividade das comissões parlamentares de inquérito quando confrontadas com depoentes que optam pelo silêncio. Apesar das tensões e do clima conturbado, os trabalhos da comissão continuam, com o objetivo de esclarecer os casos de fraudes que impactaram milhares de aposentados e pensionistas em todo o país, buscando responsabilizar os envolvidos.
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