Uma ação da Polícia Militar em um ônibus revelou um esquema de transporte de drogas graças ao faro preciso da cadela Ravena. A abordagem ocorreu na Rodovia Raposo Tavares, em Presidente Prudente (SP), quando equipes do Baep fiscalizavam um coletivo que vinha de Corumbá com destino a São Paulo. Durante a vistoria, Ravena indicou para os policiais que havia algo errado com uma passageira.
Confira detalhes no vídeo:
Os agentes então isolaram a mulher e fizeram uma busca mais detalhada. Foi nesse momento que descobriram cerca de 2,2 kg de pasta base de cocaína amarrados ao corpo dela com faixas. A passageira — uma boliviana de 30 anos — tentou manter a calma, mas acabou presa em flagrante depois que a droga foi encontrada escondida de forma apertada junto ao torso.
Ao ser interrogada, a mulher admitiu que estava levando seis pacotes da substância e que receberia uma quantia baixa para realizar o transporte até a capital paulista. Ela também entregou aos policiais o dinheiro que carregava e dois celulares, que foram apreendidos para investigação. A polícia acredita que esses aparelhos podem ajudar a identificar outras pessoas envolvidas no esquema.
A prisão foi registrada na delegacia da cidade, e o delegado responsável já pediu que ela permaneça detida preventivamente, considerando o método usado para esconder a droga e o volume encontrado. Para os policiais, isso mostra que ela fazia parte de uma rota ativa de transporte de entorpecentes que atravessa fronteiras e usa ônibus como meio de circulação.
O destaque da operação ficou por conta da atuação de Ravena, que conseguiu identificar a droga mesmo com o disfarce e com ela presa ao corpo da suspeita. Sem o faro do animal, a carga provavelmente passaria despercebida em uma revista superficial, já que estava escondida de modo que não chamava atenção visualmente.
O caso também reforça como esses crimes normalmente envolvem pessoas que aceitam arriscar a liberdade por valores baixos, algo que indica exploração por parte de grupos mais organizados. Essas “mulas” são recrutadas justamente por sua vulnerabilidade e acabam sendo o elo mais frágil da cadeia do tráfico.
Para a polícia, apreender mais de 2 kg de pasta base significa interromper um fluxo importante de droga que abasteceria pontos de venda em São Paulo. A operação também pode gerar novas linhas de investigação, já que a análise dos celulares pode revelar contatos, rotas e outros integrantes do esquema.
O episódio mostra mais uma vez como ações de rotina, associadas ao trabalho de cães treinados, são essenciais no combate ao tráfico. A droga estava escondida de maneira pensada para evitar detecção, mas a atuação de Ravena desmontou o plano. A operação, além de impedir que o carregamento chegasse ao destino, reforça a importância da fiscalização em transportes rodoviários, onde muitos traficantes tentam se esconder entre passageiros comuns para transportar grandes quantidades de entorpecentes.
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