BRASIL: PETISTA TENTA TUMULTUAR CPI, MAS ACABA SENDO CHAMADO DE “VAGABUNDO”


A sessão da CPMI do INSS desta manhã foi marcada por forte tumulto, gritaria e interrupções sucessivas após um confronto verbal entre deputados da base governista e da oposição. O incidente teve início quando o deputado Rogério Correia, integrante do bloco governista, fez comentários ofensivos direcionados ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema. A provocação desencadeou a reação imediata do deputado Marcel Van Hattem, que passou a contestar o colega em voz alta, gerando um embate que rapidamente tomou conta da audiência.

Confira detalhes no vídeo:


O clima, que já era tenso devido à pauta sensível em discussão, se agravou à medida que outros parlamentares tentaram intervir. A troca de insultos dominou o ambiente e impediu a continuidade dos trabalhos por vários minutos. Indignado com a declaração de Rogério Correia, Marcel Van Hattem acabou elevando ainda mais o tom ao se referir ao deputado petista com um xingamento, o que intensificou as reações e provocou protestos dentro da sala da comissão.

O episódio ocorreu em uma sessão que já enfrentava dificuldades para avançar, pois parlamentares aliados ao governo tentavam retardar o andamento dos trabalhos desde o início da manhã. A reunião estava marcada para as nove horas, mas manobras regimentais e pedidos sucessivos de verificação atrasaram a abertura efetiva dos debates. O foco principal do encontro era a votação da convocação de Jorge Messias, atual ministro-chefe da Advocacia-Geral da União.

A oposição acusa Messias de ter sido informado sobre irregularidades graves no INSS — descritas como um esquema de desvio de recursos — e de não ter tomado providências durante o período em que esteve à frente da AGU. Para os parlamentares contrários ao governo, sua convocação é essencial para esclarecer por que o advogado-geral teria permanecido um ano inteiro sem agir apesar das denúncias recebidas. Já os deputados governistas trabalhavam para evitar o avanço dessa votação, alegando que o tema estaria sendo politizado pela oposição com fins eleitorais.

O impasse levou a uma sucessão de discussões paralelas, retiradas de pauta, tentativas de obstrução e pedidos de ordem. Em meio a esse cenário, o ataque verbal de Rogério Correia a Romeu Zema funcionou como catalisador para a confusão. Van Hattem reagiu prontamente, e a discussão rapidamente escalou para uma troca de acusações generalizada. A mesa diretora da CPMI tentou sem sucesso conter os ânimos, convocando os parlamentares à ordem, mas a gritaria dificultou qualquer tentativa de mediação.

Após longos minutos de tumulto, a presidência da CPMI precisou suspender temporariamente a sessão para restabelecer a organização e permitir a retomada da pauta. O conflito reforçou o clima de polarização que domina os trabalhos da comissão, frequentemente marcado por disputas políticas e estratégias de obstrução. A decisão sobre a convocação de Jorge Messias acabou sendo adiada mais uma vez, mantendo o impasse e prolongando a tensão que acompanha o caso dentro do Congresso.

O episódio desta quinta-feira consolidou um ambiente de forte instabilidade política dentro da CPMI, demonstrando que os embates entre governo e oposição devem seguir intensos nas próximas reuniões, especialmente diante das suspeitas envolvendo a gestão do INSS e das implicações políticas associadas ao caso.

VEJA TAMBÉM:

Clique aqui para ter acesso ao livro escrito por juristas, economistas, jornalistas e profissionais da saúde conservadores que denuncia absurdos vividos no Brasil e no mundo, como tiranias, campanhas anticientíficas, atos de corrupção, ilegalidades por notáveis autoridades, fraudes e muito mais.

Comentários