VÍDEO: LULA FALA ABSURDO SOBRE COMPRAS DOS MAIS POBRES


O presidente Lula provocou forte reação ao comentar que os consumidores, especialmente os de baixa renda, deveriam deixar de comprar produtos considerados caros para forçar uma redução de preços no mercado. A fala, feita durante um discurso público, foi criticada por sugerir que parte do problema da alta de preços poderia ser resolvido se os mais pobres mudassem seu comportamento de consumo. Para muitos, a declaração soou desconectada da realidade enfrentada pela população que luta diariamente para comprar o básico.


Segundo Lula, quando o poder de compra aumenta, comerciantes e empresários tendem a reajustar preços para lucrar mais. Por isso, ele afirmou que o consumidor deveria demonstrar que não aceita determinados valores, deixando produtos nas prateleiras até que o preço caia. Na visão apresentada, essa atitude coletivamente adotada poderia pressionar o mercado e conter aumentos considerados abusivos.


A declaração, porém, gerou críticas imediatas de economistas, analistas e parlamentares da oposição. Eles afirmam que famílias de baixa renda não têm condições de adotar esse comportamento, já que muitas vivem no limite e não conseguem escolher o que comprar com tanta liberdade. Para esses grupos, pedir que pessoas em situação de vulnerabilidade deixem de consumir itens essenciais é ignorar a realidade da fome, do desemprego e da inflação que afeta principalmente alimentos e produtos de primeira necessidade.


Críticos apontam ainda que o comentário transfere para o cidadão comum uma responsabilidade que deveria ser do Estado. Afirmam que cabe ao governo implementar políticas de controle de preços, melhorar a fiscalização, incentivar a produção e adotar medidas econômicas que reduzam o impacto da inflação sobre os mais pobres. A fala de Lula, nessa leitura, retira o foco das ações governamentais e coloca a culpa nas escolhas dos consumidores — justamente aqueles que têm menos poder de barganha.


A repercussão também atingiu setores que normalmente apoiam o governo. Especialistas em políticas sociais lembram que o consumo básico da população pobre é rígido, ou seja, não pode ser reduzido sem que haja prejuízo direto na alimentação, higiene e bem-estar. Em casos como esse, a orientação de simplesmente “não comprar” não se aplica. Para muitas famílias, até pequenas reduções no volume de compra já comprometem a sobrevivência.


Por outro lado, alguns aliados de Lula afirmaram que a fala foi mal interpretada e que a intenção era incentivar maior consciência sobre preços praticados no comércio. Eles defendem que, quando possível, escolhas coletivas realmente têm impacto sobre a formação de preços, mas reconhecem que isso não se aplica da mesma forma para quem já não consegue consumir o mínimo necessário.


A polêmica reforçou debates sobre sensibilidade social, inflação e responsabilidade política. A crítica mais repetida é que a fala desconsidera a urgência que famílias pobres enfrentam para colocar comida na mesa. Ao sugerir que deixem de comprar produtos caros, o governo pareceu distante das dificuldades reais da população. O episódio reacende discussões sobre como o país deve lidar com o aumento do custo de vida e sobre o papel de políticas públicas voltadas à proteção dos mais vulneráveis.



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