A Força de Libertação Popular da China divulgou, nesta terça-feira (30), uma série de vídeos que registram exercícios militares realizados nas proximidades de Taiwan. As imagens mostram diferentes frentes de atuação das Forças Armadas chinesas, incluindo embarcações efetuando disparos no mar, caminhões lançadores de foguetes em operação e caças sobrevoando o Estreito de Taiwan, região considerada estratégica e sensível do ponto de vista geopolítico.
Os registros fazem parte da chamada “Missão Justiça 2025”, uma operação militar iniciada na segunda-feira (29) e encerrada nesta terça-feira. Segundo informações oficiais, o exercício envolveu de forma integrada o Exército, a Marinha, a Força Aérea e a Força de Foguetes da China, demonstrando a capacidade de atuação conjunta das diferentes forças em cenários de conflito de grande escala.
De acordo com o comando chinês, as manobras tiveram como foco operações de bloqueio portuário, controle de rotas marítimas e ações de combate aéreo-marítimo. Os vídeos divulgados reforçam a mensagem de prontidão militar e mostram armamentos em uso real, além de deslocamentos estratégicos de tropas e equipamentos pesados em áreas costeiras.
As autoridades de Taiwan acompanharam de perto a movimentação militar chinesa. O governo taiwanês informou que, durante o período da operação, foram identificadas 130 aeronaves e 14 navios militares chineses operando nas imediações da ilha. A presença intensa de meios aéreos e navais elevou o nível de alerta das forças de defesa de Taiwan, que monitoraram continuamente as atividades no Estreito.
A divulgação dos vídeos ocorre em meio ao aumento das tensões entre Pequim e Taipé. A China considera Taiwan parte de seu território e não descarta o uso da força para promover uma eventual reunificação. Exercícios militares próximos à ilha são frequentemente interpretados como demonstrações de poder e recados políticos direcionados tanto ao governo taiwanês quanto a aliados internacionais, especialmente os Estados Unidos.
Analistas avaliam que a “Missão Justiça 2025” teve forte caráter simbólico e estratégico. Ao expor publicamente imagens de testes militares e manobras complexas, a China busca reforçar sua capacidade de dissuasão e mostrar que está preparada para atuar em diferentes cenários, incluindo operações combinadas de cerco e isolamento marítimo.
A presença de caminhões lançadores de foguetes e a atuação da Força de Foguetes chamaram atenção por evidenciar a integração de armamentos de longo alcance às manobras. Já os voos de caças sobre o Estreito de Taiwan indicam treinamento voltado ao controle do espaço aéreo em uma região considerada vital para qualquer eventual confronto.
O governo chinês não detalhou se os exercícios incluíram simulações específicas de ataque direto, mas ressaltou que as atividades seguiram o planejamento previsto e foram concluídas com sucesso. Segundo Pequim, as manobras têm caráter defensivo e visam proteger a soberania nacional e a integridade territorial do país.
Em Taiwan, a operação foi recebida com preocupação, mas sem anúncios imediatos de medidas adicionais. Autoridades locais reforçaram que seguem atentas à situação e que mantêm seus sistemas de defesa em estado de prontidão diante do aumento da pressão militar chinesa.
A realização da “Missão Justiça 2025” e a ampla divulgação das imagens reforçam o clima de tensão no Estreito de Taiwan, região que continua sendo um dos principais focos de instabilidade no cenário internacional. O episódio evidencia como exercícios militares têm sido usados como ferramenta de pressão política e demonstração de força em disputas geopolíticas cada vez mais sensíveis.
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