O prefeito de Vargem Grande Paulista, Piter Santos (Podemos), virou alvo de críticas após protagonizar uma confusão na saída de um show de rap realizado no município, na Região Metropolitana de São Paulo. O episódio ocorreu no último domingo, durante atividades da Semana do Hip Hop da cidade. Segundo relatos e vídeos que circularam rapidamente nas redes, o prefeito chegou ao local alterado e criou um clima tenso com artistas e fãs que ainda estavam presentes após o evento.
O registro mostra que o show já havia terminado quando Piter apareceu no estacionamento destinado aos músicos. Testemunhas afirmam que ele chegou dirigindo de forma imprudente, acelerando o carro em direção às pessoas que permaneciam no local para tirar fotos e conversar com os artistas. A atitude assustou quem estava ali, gerando preocupação e revolta imediata.
Assim que desceu do veículo, o prefeito passou a ofender o público e os músicos que participavam da programação da Semana do Hip Hop. Chamou os presentes de “maloqueiros” e “vagabundos” e afirmou que estava cansado desse tipo de evento na cidade. Ele ainda disse que, enquanto fosse prefeito, não haveria mais apresentações de rap no município, deixando claro seu descontentamento com a cena cultural local.
Entre os artistas que presenciaram e foram alvo das ofensas estava Eduardo Taddeo, que tinha acabado de se apresentar. A confusão, porém, se estendeu também ao seu parceiro de trabalho, o cantor e compositor Gordinho Primeiro Ato, que relatou detalhes do momento. Segundo ele, todos já estavam fora do palco, atendendo fãs e registrando fotos quando o prefeito invadiu o espaço de forma agressiva. Além das ofensas verbais, o prefeito insinuou que o local tinha “dono” e que os artistas deveriam respeitar a autoridade dele.
A situação ficou ainda mais tensa quando, de acordo com os envolvidos, o prefeito ordenou que agentes da Guarda Civil Municipal aplicassem multas nos carros dos artistas que estavam estacionados na área reservada ao evento. Os músicos afirmaram que os veículos nem estavam em via pública e que a ordem tinha caráter puramente intimidatório. O clima de hostilidade fez com que vários presentes temessem uma escalada maior da confusão.
Após os atritos e as reclamações do público, o prefeito deixou o estacionamento, mas não sem antes gerar outro episódio controverso. Relatos apontam que ele foi até um camarim do evento, onde teria chamado a Polícia Militar alegando risco de agressão por parte das pessoas que presenciaram sua atitude. A PM foi acionada, mas o incidente terminou sem novas ocorrências registradas.
O caso ganhou repercussão regional e foi compartilhado amplamente nas redes sociais, alimentando questionamentos sobre a postura do prefeito e sua relação com manifestações culturais da cidade. A gestão municipal foi procurada para comentar o episódio, mas não respondeu até o momento. A situação continua repercutindo entre os moradores e artistas locais, que cobram esclarecimentos e posicionamento oficial.
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