BRASIL: ALIADO DE BOLSONARO SOFRE AGRESSÃO NA USP, MAS NOCAUTEIA EXTREMISTA


Uma manifestação contra o projeto de lei da dosimetria acabou em confusão e agressões na Faculdade de Direito da USP, no centro de São Paulo. O ato foi organizado por movimentos sociais alinhados ao governo federal e fazia referência aos três anos dos acontecimentos de 8 de Janeiro. O ambiente, que inicialmente era de protesto político, rapidamente se transformou em confronto.

Confira detalhes no vídeo:



De acordo com relatos, a tensão aumentou com a chegada de políticos e militantes ligados à direita. A presença desse grupo foi interpretada como provocação pelos organizadores do ato, o que deu início a discussões acaloradas, empurrões e xingamentos. Em pouco tempo, a situação saiu do controle e houve agressões físicas dentro do prédio da universidade.

Durante o tumulto, o ex-deputado estadual Douglas Garcia foi cercado por manifestantes e acabou sendo agredido. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que ele é hostilizado e empurrado em meio à confusão. Pessoas que estavam no local tentaram intervir, mas o confronto só diminuiu com a dispersão dos envolvidos.

O protesto tinha como foco a crítica ao projeto que trata da dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Para os organizadores, a proposta representa uma tentativa de suavizar punições e relativizar ataques às instituições democráticas. Já os críticos do ato defendem que o projeto busca corrigir excessos e garantir proporcionalidade nas condenações, o que acirrou ainda mais os ânimos.

A Faculdade de Direito da USP, tradicionalmente associada ao debate político, acabou se tornando palco de mais um episódio de polarização. Estudantes e frequentadores relataram clima de insegurança e afirmaram que o espaço acadêmico foi tomado por disputas ideológicas que ultrapassaram o campo do diálogo e partiram para a violência.

A agressão a Douglas Garcia provocou reação imediata de aliados e de setores da direita, que acusaram os organizadores do protesto de intolerância política. Por outro lado, participantes do ato afirmaram que a presença de figuras ligadas à direita teve caráter provocativo e contribuiu para o confronto.

Até o momento, não há informações oficiais sobre feridos graves ou prisões. A direção da Faculdade de Direito e a reitoria da USP devem se pronunciar e avaliar medidas para reforçar a segurança e evitar novos episódios semelhantes. O caso evidencia o nível de radicalização do debate político no país e como temas ligados ao 8 de Janeiro continuam gerando tensão e conflitos em diferentes espaços.

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