BRASIL: FLAVIO BOLSONARO FAZ LULA DESPENCAR EM NOVA PESQUISA





Uma nova pesquisa do instituto AtlasIntel acendeu o sinal de alerta no Palácio do Planalto e deu novo fôlego à oposição ao indicar um cenário mais apertado em um eventual segundo turno presidencial. Segundo o levantamento, o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, conseguiu reduzir de forma significativa a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que caiu de 12 para apenas 4 pontos percentuais. O resultado aponta para uma mudança relevante no humor do eleitorado e reforça a percepção de maior competitividade no campo político.

Confira detalhes no vídeo:


A aproximação entre os dois nomes ocorre em um contexto de desgaste do governo federal em áreas sensíveis, como economia, segurança pública e articulação política no Congresso. A redução da diferença sugere que parte do eleitorado que anteriormente se posicionava de forma mais confortável ao lado do atual presidente passou a demonstrar dúvidas ou insatisfação, abrindo espaço para alternativas ligadas à oposição. Para aliados de Flávio Bolsonaro, o dado confirma que o discurso crítico ao governo tem encontrado ressonância fora do núcleo mais fiel ao bolsonarismo.

O levantamento também testou outros cenários de segundo turno envolvendo nomes ligados ao mesmo campo político. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do PL, apresentaram desempenho semelhante ao de Flávio, mantendo a disputa em patamares próximos. Esses resultados ampliam a pressão sobre o governo, ao indicar que a vantagem de Lula não é confortável quando enfrenta adversários com forte capital político e alta taxa de reconhecimento nacional.

No caso de Tarcísio de Freitas, o desempenho é atribuído à sua imagem de gestor e à associação com uma agenda focada em infraestrutura e segurança, temas que costumam ter boa aceitação junto ao eleitorado mais pragmático. Já Michelle Bolsonaro aparece como um nome capaz de mobilizar setores conservadores e o eleitorado evangélico, além de herdar parte significativa do capital simbólico do ex-presidente Jair Bolsonaro. A semelhança nos números sugere que a oposição dispõe de mais de uma opção competitiva para a disputa.

Para o governo Lula, os dados funcionam como um alerta estratégico. A redução da vantagem em simulações de segundo turno indica a necessidade de reforçar a comunicação, acelerar entregas e recompor alianças para evitar um cenário de maior risco eleitoral. Integrantes do governo avaliam que a antecipação do debate eleitoral, mesmo a anos do pleito, pode influenciar a percepção pública e consolidar narrativas difíceis de reverter mais adiante.

Na oposição, o clima é de otimismo cauteloso. A pesquisa é vista como um sinal de que o campo conservador e de centro-direita segue competitivo e capaz de pressionar o governo de forma consistente. Ao mesmo tempo, lideranças reconhecem que o desafio será transformar esse potencial em uma candidatura unificada, capaz de manter crescimento e dialogar com eleitores além da base tradicional.

O levantamento da AtlasIntel reforça a ideia de que o cenário político brasileiro permanece aberto e dinâmico. A disputa segue marcada por forte polarização, mas os números indicam que o equilíbrio de forças pode ser maior do que se imaginava, tornando o próximo ciclo eleitoral ainda mais imprevisível.

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