O senador Ciro Nogueira (PP) colocou em circulação a ideia de que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, poderia compor como vice uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A sugestão tem caráter estratégico e mira, sobretudo, o fortalecimento eleitoral da chapa no Sudeste, região decisiva em qualquer disputa nacional.
Confira detalhes no vídeo:
Na avaliação de Ciro, Zema agregaria peso político e experiência administrativa ao projeto. O governador mineiro está no segundo mandato, construiu uma imagem ligada ao controle de gastos públicos e mantém boa aceitação em Minas Gerais, estado que concentra um dos maiores eleitorados do país. Para o senador do PP, esses fatores tornariam a chapa mais competitiva e ampliariam seu alcance para além da base bolsonarista tradicional.
A proposta chama atenção porque, no cenário atual, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema são frequentemente citados como possíveis concorrentes na corrida presidencial. Ambos dialogam com um eleitorado semelhante, ligado à direita e ao liberalismo econômico. Ainda assim, Ciro Nogueira avalia que uma aliança entre os dois poderia neutralizar disputas internas e transformar potenciais adversários em parceiros políticos.
Nos bastidores, o entendimento é que Minas Gerais será um dos principais campos de batalha da próxima eleição. Historicamente, o desempenho no estado costuma sinalizar o resultado nacional. A presença de Zema em uma chapa presidencial poderia garantir maior penetração regional e ajudar a consolidar apoio em um território considerado estratégico, especialmente em disputas apertadas.
Ciro também defende que uma candidatura forte precisa combinar perfis distintos. Flávio Bolsonaro carrega o sobrenome do ex-presidente Jair Bolsonaro e representa a continuidade direta do bolsonarismo. Já Zema poderia oferecer uma imagem mais associada à gestão técnica, à administração pública e ao discurso de eficiência econômica. A junção desses dois perfis, segundo o senador, ampliaria o leque de eleitores e reduziria resistências fora do núcleo ideológico mais duro.
Apesar da sugestão, não há qualquer confirmação de que a articulação esteja avançada. Nem Flávio Bolsonaro nem Romeu Zema se manifestaram sobre a possibilidade. O próprio governador mineiro já foi citado como presidenciável, o que torna politicamente delicada a hipótese de aceitar uma posição secundária em uma eventual chapa.
O movimento de Ciro Nogueira, no entanto, é visto como um sinal de que as articulações para 2026 começaram mais cedo do que o habitual. Conhecido por atuar nos bastidores e por defender alianças amplas, o senador do PP parece testar cenários e medir a receptividade de nomes fortes do campo da direita a uma composição conjunta.
A fala também expõe uma preocupação recorrente entre lideranças do setor conservador: a fragmentação de candidaturas pode enfraquecer o grupo no primeiro turno. Ao sugerir a união entre Flávio Bolsonaro e Zema, Ciro aponta para a necessidade de convergência e pragmatismo político, mesmo entre figuras que hoje são tratadas como rivais naturais.
Com o cenário ainda indefinido, a discussão sobre possíveis chapas deve ganhar força nos próximos meses. A hipótese levantada por Ciro Nogueira não significa uma decisão tomada, mas deixa claro que alianças improváveis já estão sendo consideradas como caminho para aumentar a competitividade eleitoral.
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