O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reagiu às declarações do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e negou que sua atuação política seja marcada por submissão ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao comentar o tema, Tarcísio fez questão de diferenciar lealdade pessoal de dependência política, afirmando que suas decisões são guiadas por um projeto próprio voltado ao futuro do estado de São Paulo.
Confira detalhes no vídeo:
A manifestação ocorreu em meio a especulações sobre os rumos eleitorais do governador e sua posição no cenário nacional. Nos bastidores da política, cresce o debate sobre a relação de Tarcísio com Bolsonaro e sobre a possibilidade de ele assumir protagonismo em disputas nacionais nos próximos anos. As falas de Kassab foram interpretadas como uma tentativa de enquadrar o governador dentro de um campo político específico, o que motivou a resposta pública.
Lealdade sem subordinação
Tarcísio destacou que mantém gratidão e lealdade a Jair Bolsonaro, a quem atribui papel fundamental em sua trajetória política. O governador lembrou que essa relação não se limita ao período eleitoral ou ao exercício de cargos, ressaltando gestos pessoais, como a visita feita ao ex-presidente enquanto ele esteve detido na Papuda. Para Tarcísio, esse tipo de atitude reflete valores pessoais e humanos, não uma relação de submissão ou obediência política automática.
Ao mesmo tempo, o governador frisou que a lealdade não o impede de tomar decisões próprias nem de construir uma identidade política independente. Segundo ele, é possível reconhecer a importância de alianças passadas sem abrir mão de autonomia na condução de projetos e estratégias voltadas à administração estadual.
Projeto paulista em primeiro plano
No centro do discurso de Tarcísio está a defesa de sua candidatura à reeleição em São Paulo. O governador afirmou que a decisão de disputar um novo mandato não atende a interesses externos nem a imposições de lideranças nacionais, mas sim a um planejamento político e administrativo voltado à continuidade de projetos em andamento no estado.
Desde o início de sua gestão, Tarcísio tem apostado em obras de infraestrutura, parcerias com o setor privado e reformas administrativas como marcas de governo. Ele argumenta que a reeleição é uma forma de consolidar essas políticas e garantir previsibilidade para investimentos e programas de longo prazo.
Repercussão no tabuleiro político
A resposta de Tarcísio também reflete a complexidade do atual cenário político, em que lideranças estaduais ganham peso próprio e buscam se posicionar além de rótulos tradicionais. Ao negar submissão, o governador tenta dialogar com diferentes setores do eleitorado paulista, ampliando seu espaço político sem romper com bases que o apoiaram no passado.
As declarações tendem a influenciar as articulações partidárias e as negociações para 2026, tanto no plano estadual quanto no nacional. Tarcísio surge como uma figura que procura equilibrar vínculos políticos, pragmatismo administrativo e ambições eleitorais.
Discurso de autonomia
Ao rebater Kassab, o governador reforça uma narrativa de autonomia e liderança própria. A mensagem é clara: gratidão e lealdade fazem parte de sua trajetória, mas suas escolhas políticas, especialmente a busca pela reeleição, estão ancoradas em um projeto pessoal e institucional voltado ao comando de São Paulo e aos desafios do estado nos próximos anos.
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