Imagens de satélite tornadas públicas após a ação militar conduzida pelos Estados Unidos revelam danos extensos no complexo de Fuerte Tiuna, situado na região sul de Caracas e considerado o principal núcleo das Forças Armadas da Venezuela. A área, que concentra comandos estratégicos, setores administrativos e estruturas logísticas fundamentais, aparece severamente comprometida, com destruição concentrada em pontos considerados vitais para o funcionamento da base.
Confira detalhes no vídeo:
Os registros indicam impactos diretos em galpões de armazenamento militar, áreas destinadas à guarda de armamentos e estruturas fortificadas utilizadas como bunkers. Também são visíveis sinais de explosões em hangares e zonas operacionais, o que sugere que os alvos foram selecionados com base em informações detalhadas sobre a disposição e a relevância de cada instalação dentro do complexo. As primeiras avaliações apontam que os ataques foram executados com alto grau de precisão, limitando os danos a alvos militares e evitando áreas civis no entorno.
Entre as perdas mais significativas está a destruição de pelo menos sete aeronaves de combate que se encontravam em solo no momento da ofensiva. Estariam entre elas caças F-16 e aviões de origem russa do modelo Sukhoi, que integravam parte essencial do sistema de defesa aérea venezuelano. A eliminação desses meios reduz de forma considerável a capacidade de resposta das forças locais, especialmente no que se refere à proteção do espaço aéreo e à reação imediata a novas ameaças.
Analistas avaliam que a operação seguiu um padrão de ataque cirúrgico, com o objetivo claro de neutralizar ativos estratégicos antes que qualquer contraofensiva pudesse ser organizada. A ausência de destruição generalizada fora do perímetro militar reforça a leitura de que a ação foi cuidadosamente planejada para maximizar o impacto operacional e minimizar efeitos colaterais. O momento escolhido para o ataque também é considerado decisivo, já que antecedeu diretamente a captura de Nicolás Maduro por forças especiais norte-americanas.
As imagens foram divulgadas pela empresa americana Vantor, especializada em análise e monitoramento por satélite, e rapidamente repercutiram na imprensa internacional. A comparação entre os registros anteriores e posteriores à ofensiva evidencia mudanças profundas no cenário do complexo, com edificações antes intactas substituídas por áreas danificadas, estruturas parcialmente destruídas e marcas claras de incêndios e explosões.
Historicamente, Fuerte Tiuna sempre ocupou um papel central no aparato militar e político da Venezuela. Além de sua função estratégica, o complexo abriga setores ligados à alta cúpula das Forças Armadas e à articulação direta entre militares e o poder político. Por esse motivo, o ataque ao local carrega forte simbolismo, expondo a vulnerabilidade de um dos principais pilares de sustentação do regime.
Os efeitos da operação não se limitam às perdas materiais. A destruição de infraestrutura-chave e a neutralização de aeronaves comprometem a capacidade de dissuasão do país e evidenciam fragilidades no sistema de defesa. No plano interno, o episódio tende a gerar tensão e incerteza entre os militares. No cenário externo, reforça a percepção de isolamento e enfraquecimento do Estado venezuelano.
Com a divulgação das imagens e a prisão de Nicolás Maduro, a Venezuela entra em um período de instabilidade profunda. O foco agora recai sobre os desdobramentos políticos e militares, a reação das forças remanescentes e os impactos regionais de uma operação que já é vista como uma das mais contundentes intervenções militares no país nas últimas décadas.
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