VÍDEO: ADVOGADO REVELA ESTRATÉGIA MACABRA DOS SISTEMA ENVOLVENDO EX-ASSESSOR DE BOLSONARO





A manutenção da prisão de Felipe Martins voltou a gerar forte repercussão e reacendeu discussões sobre possíveis motivações políticas por trás das decisões judiciais. Em manifestação recente, a defesa sustentou que as medidas adotadas contra o ex-assessor têm como pano de fundo a intenção de afastá-lo do debate público, sobretudo em um momento considerado estratégico para a reorganização da direita com vistas às eleições de 2026.

De acordo com os advogados, Felipe Martins é reconhecido, inclusive por figuras de fora do campo conservador, como alguém de elevada capacidade intelectual e influência estratégica. Essa característica, segundo a defesa, teria contribuído para que ele passasse a ser visto, ainda em 2019, como um dos principais formuladores do bolsonarismo. À época, investigações teriam se apoiado majoritariamente em publicações de natureza política feitas por ele nas redes sociais, o que, na avaliação apresentada, demonstra um viés na condução do caso.

A defesa também aponta inconsistências nas justificativas das prisões decretadas ao longo dos últimos anos. No episódio relacionado a uma suposta viagem ao exterior, os advogados afirmam que as autoridades já possuíam, com bastante antecedência, dados técnicos que indicavam que Felipe Martins não havia saído do país. Informações de localização de celular, segundo essa versão, já eram suficientes para afastar a suspeita. Ainda assim, a prisão foi realizada, o que, para a defesa, levanta dúvidas sobre a real finalidade da medida.

No caso mais recente, a prisão preventiva teria sido fundamentada na acusação de que Felipe Martins teria acessado a rede social LinkedIn, em descumprimento de uma decisão judicial. Os advogados afirmam que a detenção se baseou apenas em uma denúncia feita por e-mail, sem qualquer prova técnica apresentada no momento da decisão. Posteriormente, segundo a defesa, um relatório oficial da empresa responsável pela plataforma teria confirmado que não houve acesso à conta do investigado.

Outro aspecto destacado é o aumento do rigor nas restrições impostas. Em decisões anteriores, Felipe Martins estava impedido de realizar postagens em redes sociais, sob pena de multa financeira. Na determinação mais recente, a proibição passou a prever prisão em caso de descumprimento, o que a defesa classifica como uma mudança significativa e inédita no tratamento do caso. Para os advogados, essa alteração foi decisiva para viabilizar a nova prisão.

A proximidade do calendário eleitoral é apontada como elemento central na interpretação da defesa. O argumento é que haveria uma aceleração deliberada de medidas judiciais para garantir que figuras ligadas ao bolsonarismo estejam fora de circulação antes do início do período eleitoral. Dessa forma, prisões não ocorreriam durante a campanha, evitando que sejam exploradas politicamente como casos de perseguição.

Também são alvo de críticas os prazos estabelecidos para análise dos pedidos de liberdade. A defesa considera excessivo o tempo concedido para manifestações de órgãos superiores e avalia que o andamento do processo indica uma tendência de manutenção da prisão até o esgotamento das instâncias possíveis. Na prática, isso significaria que Felipe Martins permaneceria detido por um período prolongado, independentemente das contestações apresentadas.

O caso segue mobilizando apoiadores, juristas e críticos, ampliando o debate sobre limites das medidas cautelares, garantias individuais e o impacto das decisões judiciais no ambiente político. Enquanto a defesa insiste na tese de motivação política, o episódio reforça a polarização e mantém o Judiciário no centro das atenções nacionais.

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