Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro realizaram uma carreata neste domingo, 11 de janeiro de 2025, em Brasília, como forma de protesto contra o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado PL da Dosimetria. O ato reuniu cerca de 200 carros particulares e contou com um trio elétrico que percorreu vias da capital federal, chamando atenção de moradores e autoridades.
A mobilização teve como principal objetivo pressionar o Congresso Nacional a derrubar o veto presidencial. O projeto havia sido aprovado por deputados e senadores e previa mudanças na dosimetria das penas aplicadas a condenados pelos atos extremistas e pela tentativa de golpe de Estado. A proposta flexibilizava punições e poderia beneficiar diretamente investigados e condenados ligados aos eventos de 8 de Janeiro, incluindo o próprio Bolsonaro.
O veto de Lula foi anunciado em 8 de janeiro de 2025, durante uma cerimônia oficial em memória dos dois anos dos ataques às sedes dos Três Poderes. Na ocasião, o presidente defendeu a manutenção das punições como forma de preservar o Estado Democrático de Direito e evitar a impunidade de atos considerados graves contra as instituições.
A carreata foi organizada pelo senador Izalci Lucas, do PL do Distrito Federal, e pelo desembargador Sebastião Coelho, filiado ao partido Novo. Ambos participaram ativamente do protesto e conduziram o ato em cima de um trio elétrico, de onde discursaram para os manifestantes ao longo do trajeto. Bandeiras do Brasil e palavras de ordem em defesa de Bolsonaro marcaram a mobilização.
Durante os discursos, os organizadores criticaram duramente o que classificaram como perseguição política ao ex-presidente e a aliados. Também direcionaram ataques ao governo federal e ao Judiciário, afirmando que o veto ao projeto representa injustiça contra pessoas que, segundo eles, receberam penas desproporcionais.
Sebastião Coelho aproveitou a ocasião para criticar a ausência de parlamentares no protesto. Em tom de cobrança, questionou publicamente onde estavam outros congressistas que, segundo ele, deveriam estar apoiando Bolsonaro. Ele citou nominalmente alguns parlamentares presentes, como Izalci Lucas, Magno Malta e Hélio Negão, e demonstrou insatisfação com a falta de adesão de outros nomes da direita ao ato.
A fala evidenciou divisões internas entre apoiadores do ex-presidente e revelou dificuldades de mobilização política mais ampla em torno do tema. Apesar disso, os organizadores consideraram o ato positivo e afirmaram que novas manifestações podem ocorrer caso o veto não seja derrubado pelo Congresso.
A carreata transcorreu sem registro de confrontos ou incidentes graves. Agentes de segurança acompanharam o trajeto para garantir a ordem e o fluxo do trânsito. O protesto reforça o clima de polarização política que segue presente no país e indica que a discussão sobre punições relacionadas aos atos extremistas continuará sendo um dos principais focos de embate entre governo, oposição e apoiadores de Jair Bolsonaro.
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