VÍDEO: CHINA IMPÕE TAXA ALTA AO BRASIL E CRIA CONSTRANGIMENTO PARA LULA


A China passou a aplicar, a partir desta quarta-feira, 1º de janeiro, uma tarifa de 55% sobre a carne bovina importada do Brasil que ultrapassar a cota anual estabelecida pelo governo chinês. A medida afeta diretamente um dos setores mais estratégicos do agronegócio brasileiro, já que o país asiático é, de longe, o principal destino das exportações de carne bovina do Brasil.


O mercado chinês responde por mais da metade de toda a carne bovina exportada pelos frigoríficos brasileiros. Dados do setor indicam que, nos últimos 12 meses, o Brasil exportou aproximadamente 1,5 milhão de toneladas do produto para a China, gerando uma receita próxima de 8 bilhões de dólares. Esses números evidenciam o peso da relação comercial entre os dois países e ajudam a dimensionar o impacto potencial da nova tarifa.


A taxa de 55% não será aplicada de forma automática sobre todo o volume exportado, mas entra em vigor quando o Brasil ultrapassa o limite de cota definido pelas autoridades chinesas. Na prática, isso significa que parte das exportações pode continuar entrando no país com tributação reduzida ou isenta, enquanto o excedente passa a sofrer uma taxação elevada, reduzindo significativamente a competitividade do produto brasileiro.


Especialistas do setor avaliam que a medida pode pressionar margens de lucro de frigoríficos e produtores rurais, especialmente aqueles mais dependentes do mercado chinês. Com o aumento do custo final da carne brasileira no destino, há risco de redução da demanda ou de substituição por fornecedores de outros países, como Austrália, Argentina e Estados Unidos, que também disputam espaço no mercado asiático.


O agronegócio brasileiro vê a decisão com preocupação, principalmente porque a China tem sido um pilar fundamental para o crescimento das exportações do setor nos últimos anos. Qualquer restrição adicional tende a provocar reflexos em toda a cadeia produtiva, desde o produtor rural até a indústria frigorífica, além de possíveis impactos no emprego e na arrecadação.


Por outro lado, analistas lembram que o mecanismo de cotas já era conhecido e previsto nos acordos comerciais. A aplicação da tarifa funciona como uma ferramenta de proteção do mercado interno chinês e de controle de preços, especialmente em um contexto de ajustes na política econômica e alimentar do país. Ainda assim, o percentual elevado da taxa chama atenção e amplia o alerta no setor exportador brasileiro.


O governo brasileiro e entidades representativas do agronegócio acompanham a situação e avaliam estratégias para mitigar os efeitos da medida. Entre as alternativas discutidas estão a ampliação de mercados compradores, a diversificação de destinos das exportações e a intensificação do diálogo diplomático e comercial com autoridades chinesas.


A nova tarifa entra em vigor em um momento sensível para o comércio internacional, marcado por disputas comerciais, protecionismo e revisão de acordos. Para o Brasil, o desafio será manter sua posição de destaque no mercado global de carne bovina sem depender excessivamente de um único comprador. O impacto real da medida deve ficar mais claro ao longo dos próximos meses, à medida que os volumes exportados e a reação do mercado chinês forem se consolidando.



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