O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro voltou a cumprir compromissos políticos nos Estados Unidos ao lado do senador Flávio Bolsonaro. As agendas ocorrem em meio à reaproximação com aliados do presidente norte-americano Donald Trump e indicam uma tentativa de reforçar articulações internacionais ligadas ao campo bolsonarista.
De acordo com pessoas que acompanham de perto os encontros, Eduardo Bolsonaro tem buscado apoio político para pressionar por uma nova rodada de sanções contra autoridades brasileiras. A movimentação ocorre em um contexto de tensionamento entre setores da direita brasileira e instituições do país, especialmente após decisões judiciais que atingiram aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nos bastidores, a avaliação é de que Eduardo atua como principal elo internacional do bolsonarismo, mantendo diálogo frequente com parlamentares republicanos, assessores ligados ao trumpismo e representantes de organizações conservadoras. A presença de Flávio Bolsonaro nas agendas reforça o caráter político das articulações e sinaliza uma tentativa de dar maior peso institucional às conversas realizadas fora do Brasil.
A estratégia envolve apresentar a aliados norte-americanos a narrativa de que haveria violações de direitos e perseguição política no Brasil, argumento que serviria de base para justificar medidas punitivas contra integrantes do Judiciário ou do governo brasileiro. Ainda segundo interlocutores, o objetivo é sensibilizar setores do Congresso dos EUA e membros do entorno de Trump para que retomem discussões sobre sanções diplomáticas e restrições individuais.
Essas articulações não são inéditas. Em ocasiões anteriores, Eduardo Bolsonaro já havia defendido publicamente a aplicação de sanções internacionais como forma de pressionar autoridades brasileiras. A retomada das agendas em território americano indica que essa linha de atuação segue sendo tratada como prioridade política dentro do grupo bolsonarista.
A movimentação também ocorre em um momento de reorganização da direita brasileira com foco nas próximas eleições. A aproximação com o trumpismo é vista como uma forma de reforçar capital político, mobilizar a base mais ideológica e manter o bolsonarismo inserido em um discurso global alinhado a pautas conservadoras e nacionalistas.
Embora não haja confirmação oficial de avanços concretos nas negociações, a presença constante de Eduardo Bolsonaro em reuniões nos Estados Unidos tem sido interpretada como um esforço para manter o tema vivo no debate internacional. Flávio Bolsonaro, por sua vez, atua de forma mais discreta, mas sua participação nas agendas indica apoio às articulações conduzidas pelo irmão.
No Brasil, a iniciativa é vista com preocupação por setores do governo e do meio diplomático, que avaliam que tentativas de estimular sanções externas podem gerar desgaste institucional e afetar a imagem do país no exterior. Ainda assim, aliados de Eduardo afirmam que as ações fazem parte de uma estratégia legítima de pressão política e de denúncia internacional.
A retomada das agendas nos Estados Unidos mostra que o bolsonarismo segue apostando na articulação internacional como ferramenta política. Ao se aproximar novamente de aliados de Donald Trump, Eduardo e Flávio Bolsonaro tentam ampliar sua influência fora do país e manter protagonismo em um cenário político marcado por disputas internas e reposicionamentos estratégicos.
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