Uma declaração do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro voltou a movimentar o cenário político ao projetar mudanças profundas na política externa do Brasil e ao antecipar um novo arranjo de poder no país. Em pronunciamento recente, ele afirmou que tratou desses temas durante um encontro em Mar-a-Lago, nos Estados Unidos, ambiente frequentado por lideranças conservadoras internacionais e considerado estratégico para articulações políticas.
Entre os pontos levantados, Eduardo Bolsonaro declarou que a transferência da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém estaria prevista para 2027. A proposta, defendida historicamente pelo campo bolsonarista, representaria uma ruptura com a atual posição diplomática do Brasil, que mantém sua representação oficial em Tel Aviv. Segundo o ex-deputado, a mudança simbolizaria um alinhamento mais claro com Israel e com governos que adotam uma postura semelhante no cenário internacional.
Além disso, Eduardo afirmou que o Brasil deixaria de apoiar o Hamas, grupo que é classificado como organização terrorista por diversos países. De acordo com sua fala, essa mudança estaria diretamente ligada a uma troca no comando do Palácio do Planalto. Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria substituído por seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, que assumiria a liderança do país e promoveria uma reorientação completa da política externa brasileira.
As declarações reforçam o papel de Eduardo Bolsonaro como um dos principais articuladores do bolsonarismo fora do país. Mesmo sem mandato parlamentar, ele mantém presença ativa em eventos e encontros internacionais, buscando projetar uma imagem de continuidade política e de articulação global do grupo liderado por Jair Bolsonaro. Sua atuação tem sido marcada por discursos voltados ao eleitorado conservador e por tentativas de antecipar cenários políticos futuros.
A possibilidade de mudança da embaixada para Jerusalém é um tema sensível na diplomacia brasileira. Defensores da medida afirmam que ela representaria coerência ideológica e fortalecimento das relações com Israel. Em contrapartida, críticos alertam para possíveis impactos negativos nas relações do Brasil com países árabes e muçulmanos, além de reflexos econômicos em áreas estratégicas como exportações e acordos comerciais.
A fala sobre o rompimento de qualquer apoio ao Hamas segue a mesma linha de endurecimento discursivo adotada por Eduardo Bolsonaro em questões internacionais. O posicionamento contrasta com a tradição diplomática brasileira, historicamente marcada por uma postura de equilíbrio, diálogo multilateral e participação em processos de mediação internacional. Para especialistas, mudanças desse porte costumam exigir amplo debate institucional e respaldo do Congresso Nacional.
Outro ponto que chamou atenção foi a menção direta ao nome de Flávio Bolsonaro como futuro substituto de Lula. Embora o senador seja uma figura de destaque no bolsonarismo, ele não anunciou oficialmente qualquer intenção de disputar a Presidência da República. Ainda assim, a declaração foi interpretada como uma tentativa de projetar seu nome no cenário nacional e de preparar o terreno para uma possível candidatura.
O pronunciamento ocorre em um contexto de forte polarização política no Brasil, no qual temas de política externa passaram a ser usados como instrumentos de disputa interna. Ao antecipar decisões e cenários ainda incertos, Eduardo Bolsonaro reforça uma estratégia de manter seu grupo político em evidência e mobilizar apoiadores com promessas de mudanças estruturais.
As falas geraram reações diversas no meio político. Aliados enxergam o discurso como demonstração de convicção e clareza ideológica, enquanto adversários apontam excesso de especulação e ausência de base institucional. O episódio mostra que, mesmo fora de cargos eletivos, Eduardo Bolsonaro continua atuando de forma ativa na construção de narrativas e na tentativa de influenciar o debate sobre os rumos políticos e diplomáticos do Brasil.
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