VÍDEO: FILHO DE LULA PODE TER PASSAPORTE RETIDO E USAR TORNOZELEIRA





O deputado federal Marcel van Hattem, do partido Novo do Rio Grande do Sul, comunicou nesta terça-feira que a sigla apresentou ao Supremo Tribunal Federal um pedido para a adoção de medidas cautelares contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa trouxe novo combustível ao embate político em Brasília e gerou repercussão imediata entre parlamentares e atores do meio jurídico.

De acordo com o anúncio do deputado, o documento foi encaminhado ao ministro André Mendonça e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. No pedido, o partido solicita que Lulinha seja obrigado a utilizar tornozeleira eletrônica e tenha seu passaporte retido. A justificativa apresentada é a existência de um suposto risco de que ele deixe o país, o que, na avaliação do parlamentar, poderia comprometer eventuais apurações em andamento.

A ação ocorre em um ambiente de acentuada polarização política, no qual iniciativas judiciais envolvendo figuras ligadas ao presidente costumam gerar forte debate público. Para representantes do Novo, o requerimento busca assegurar que a lei seja aplicada de forma igualitária e que não haja qualquer possibilidade de evasão que dificulte o trabalho das autoridades. Van Hattem argumenta que medidas preventivas seriam necessárias diante da proximidade de Lulinha com o chefe do Executivo.

No Congresso Nacional, a iniciativa provocou reações opostas. Setores da oposição enxergam o pedido como um gesto de fiscalização e de pressão institucional sobre o governo federal. Já aliados do Planalto avaliam que a medida tem caráter político e classificam o movimento como uma tentativa de atingir o presidente por meio de ações direcionadas a seus familiares, ampliando o clima de confronto entre governo e adversários.

Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não se manifestou sobre o requerimento. Caberá às autoridades avaliar se há elementos jurídicos que justifiquem a imposição das medidas cautelares solicitadas. Esse tipo de decisão costuma levar em conta fatores como a existência de investigações formais, indícios concretos de risco e a proporcionalidade das restrições propostas.

O episódio também reacende discussões sobre os limites da atuação parlamentar e o uso do Judiciário em disputas políticas. Analistas destacam que pedidos envolvendo pessoas sem mandato eletivo tendem a ser analisados com rigor ainda maior, especialmente quando não há acusações formalizadas ou processos em curso.

Ao divulgar publicamente a iniciativa, Marcel van Hattem ampliou a visibilidade do tema e estimulou o debate nas redes sociais e nos meios políticos. A repercussão dividiu opiniões, com defensores que veem a ação como legítima e críticos que a interpretam como uma estratégia de desgaste político.

O desdobramento do caso dependerá da avaliação do Supremo e do posicionamento da Procuradoria-Geral da República. Independentemente do resultado, a iniciativa deve continuar repercutindo no cenário político, evidenciando o ambiente de tensão constante entre o governo Lula e seus opositores no Congresso.

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