Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniram neste domingo em Brasília para um ato público em defesa do ex-chefe do Executivo. A mobilização ocorreu no Eixão Sul, nas proximidades do Banco Central, e foi organizada pelo senador Izalci Lucas, do PL do Distrito Federal, e pelo desembargador aposentado Sebastião Coelho. O principal objetivo da manifestação foi pressionar por uma mudança no regime de custódia de Bolsonaro, com a concessão de prisão humanitária.
O protesto aconteceu poucos dias após a transferência do ex-presidente da Superintendência da Polícia Federal, onde estava detido desde 22 de novembro, para o Complexo Penitenciário da Papudinha. A mudança, realizada na última quinta-feira, intensificou a reação de aliados políticos e simpatizantes, que passaram a questionar as condições impostas ao ex-mandatário e a adequação da medida diante de seu estado de saúde.
Durante o ato, manifestantes carregaram faixas e cartazes com mensagens de apoio e críticas ao que classificam como excesso por parte do Judiciário. A avaliação predominante entre os participantes é de que Bolsonaro deveria cumprir eventual pena em condições diferenciadas, levando em conta seu histórico médico e a necessidade de acompanhamento constante.
O senador Izalci Lucas afirmou que a transferência para a Papudinha representa um tratamento desnecessariamente rigoroso e chegou a classificar a decisão como um gesto de vingança. Segundo ele, Bolsonaro passou por diversas cirurgias ao longo dos últimos anos, incluindo procedimentos recentes, e ainda estaria em processo de recuperação. Para o parlamentar, esse quadro deveria pesar de forma decisiva na análise das medidas adotadas pelas autoridades.
Outro ponto destacado por Izalci foi a distância entre o presídio e centros hospitalares considerados de referência no Distrito Federal. De acordo com o senador, embora a Papudinha ofereça melhores condições estruturais em comparação com outras unidades prisionais, a localização pode dificultar um atendimento rápido em situações de emergência médica, o que aumentaria os riscos para a saúde do ex-presidente.
Aliados de Bolsonaro ressaltam que, enquanto esteve sob custódia da Polícia Federal, o ex-presidente se encontrava mais próximo de um hospital particular, o que permitiria deslocamento mais ágil em caso de agravamento do seu quadro clínico. Com a transferência, esse tempo de resposta seria ampliado, gerando apreensão entre familiares, apoiadores e integrantes do seu entorno político.
O desembargador aposentado Sebastião Coelho também participou do ato e reforçou o discurso em defesa de uma reavaliação da decisão judicial. Para ele, a legislação brasileira prevê alternativas à prisão convencional em casos nos quais há comprovação de problemas de saúde que exigem cuidados contínuos e acompanhamento especializado.
A manifestação ocorreu de forma pacífica e contou com monitoramento das forças de segurança. O ato integra uma série de mobilizações organizadas por apoiadores desde a prisão do ex-presidente, com o objetivo de manter o tema em evidência no debate público e pressionar por mudanças nas decisões judiciais.
A situação de Jair Bolsonaro segue gerando forte repercussão no cenário político nacional. Enquanto aliados insistem na concessão de prisão humanitária, críticos defendem o cumprimento integral das determinações judiciais. O tema permanece no centro das discussões, especialmente diante das preocupações levantadas sobre o estado de saúde do ex-presidente.
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