VÍDEO: MICHELLE BOLSONARO REVELA DETALHES SOBRE SAÚDE DE JAIR


A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez duras críticas às autoridades do sistema de Justiça ao comentar a situação de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro após uma queda ocorrida dentro da cela onde ele está preso na Superintendência da Polícia Federal. Em declaração dada a jornalistas, Michelle afirmou que, caso haja agravamento do quadro clínico do ex-presidente, a responsabilidade recairá sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e sobre o procurador-geral da República, Paulo Gonet.


Segundo Michelle, Bolsonaro não recebeu atendimento médico imediato depois da queda registrada na madrugada de terça-feira (6). Ela destacou que o ministro do STF não teria autorizado, naquele primeiro momento, a saída do ex-presidente para avaliação hospitalar, o que, na visão da família, configuraria negligência. Para a ex-primeira-dama, a demora colocou a saúde de Bolsonaro em risco e demonstra descaso com um paciente que possui histórico clínico delicado.


Michelle afirmou que o ex-presidente estaria sendo submetido a condições que considera desumanas. De acordo com ela, Bolsonaro permanece em um quarto trancado, cuja porta só é aberta nos horários de medicação. Na avaliação da família, esse tipo de confinamento, aliado à falta de acompanhamento médico contínuo, representa uma forma de sofrimento físico e psicológico. Michelle chegou a usar termos fortes, dizendo que Bolsonaro estaria sendo “negligenciado e torturado” dentro da unidade prisional.


A família sustenta que o ex-presidente necessita de cuidados médicos mais intensos do que aqueles atualmente oferecidos na prisão. Bolsonaro tem um histórico de saúde considerado complexo, com sequelas do atentado sofrido em 2018, além de diversas cirurgias e episódios recorrentes de internação. Para Michelle, manter esse tipo de paciente sob custódia sem monitoramento constante é colocar sua vida em risco.


As declarações aumentaram a pressão pública sobre o Supremo Tribunal Federal e reacenderam o debate sobre as condições de saúde de Bolsonaro enquanto cumpre pena. Aliados do ex-presidente reforçaram o discurso de que a situação ultrapassa o campo jurídico e passa a ser uma questão humanitária, exigindo respostas rápidas e objetivas das autoridades responsáveis.


Diante da repercussão, na quarta-feira (7), o ministro Alexandre de Moraes autorizou a transferência de Jair Bolsonaro para o Hospital DF Star, em Brasília. A decisão permitiu que o ex-presidente deixasse temporariamente a custódia da Polícia Federal para realizar exames e passar por avaliação médica especializada. A ida ao hospital foi tratada pela defesa como necessária e urgente.


Mesmo com a autorização posterior, Michelle Bolsonaro afirmou que o dano já estava feito. Para ela, o atraso no atendimento demonstra um padrão de tratamento que ignora a condição clínica do ex-presidente. A ex-primeira-dama afirmou que a família continuará denunciando o que considera abusos e cobrando providências para garantir a integridade física de Bolsonaro.


O caso intensificou a polarização política e jurídica em torno da prisão do ex-presidente. Enquanto aliados falam em negligência e violação de direitos básicos, integrantes do sistema de Justiça sustentam que os procedimentos adotados seguem critérios legais e técnicos. Ainda assim, o episódio colocou novamente no centro do debate a responsabilidade do Estado pela saúde de pessoas sob sua custódia.


A situação segue acompanhada de perto pela família, pela defesa e por apoiadores do ex-presidente, que insistem na necessidade de acompanhamento médico permanente. Para eles, qualquer agravamento futuro será consequência direta das decisões tomadas nos dias que antecederam a autorização para o atendimento hospitalar.

VEJA TAMBÉM:

Clique aqui para ter acesso à Verdade sobre o que aconteceu a Jair Bolsonaro.

Comentários