O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, deve deixar o cargo ainda nesta semana, segundo informações de bastidores do governo federal. A decisão já vinha sendo sinalizada desde o fim de 2025, quando o ministro passou a comunicar pessoas próximas e integrantes da equipe sobre sua intenção de encerrar o ciclo à frente da pasta. O argumento central apresentado por ele é o de que sua missão no ministério estaria concluída.
Lewandowski assumiu o comando da Justiça em um momento considerado sensível, marcado por desafios na área de segurança pública, tensões institucionais e debates sobre o papel das forças policiais. Ao longo do período em que esteve no cargo, buscou imprimir um perfil técnico, com foco no diálogo institucional e na reorganização interna do ministério, além de tentar reduzir conflitos entre governo federal, estados e órgãos de segurança.
Nos bastidores, aliados relatam que o ministro tem demonstrado cansaço com a rotina intensa da pasta e com a pressão política constante que envolve o cargo. A avaliação é de que Lewandowski entende que cumpriu o papel que lhe foi atribuído e que agora seria o momento de abrir espaço para uma nova condução à frente do ministério.
Apesar disso, pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que ainda existe a possibilidade de uma conversa direta entre os dois para tentar reverter a decisão. Lula, segundo interlocutores, avalia a saída com cautela, já que Lewandowski é visto como um nome de confiança, com trajetória sólida no Judiciário e capacidade de diálogo com diferentes instituições.
A eventual saída do ministro deve provocar uma reorganização no governo, especialmente na área da Justiça e da Segurança Pública, considerada estratégica. A pasta concentra temas sensíveis, como o combate ao crime organizado, políticas de segurança, sistema penitenciário e a relação com as polícias federais. Qualquer mudança no comando exige cuidado político e técnico para evitar instabilidade.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre quem poderia substituir Lewandowski caso a saída se concretize. Internamente, circulam nomes com perfil técnico e também opções mais políticas, o que indica que a escolha pode envolver negociações entre diferentes alas do governo. A definição deve levar em conta tanto a capacidade de gestão quanto o alinhamento com as diretrizes do Palácio do Planalto.
Enquanto isso, Lewandowski segue despachando normalmente e cumprindo agenda oficial. Publicamente, o ministério não comentou a possível saída, mantendo o discurso de continuidade dos trabalhos. A expectativa é de que uma definição ocorra nos próximos dias, seja com o anúncio formal da saída ou com a confirmação de sua permanência após eventual conversa com o presidente.
A decisão final terá impacto direto no equilíbrio político do governo e na condução das políticas de segurança pública, em um momento em que o tema segue no centro do debate nacional.
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