VÍDEO: NOVAS REVELAÇÕES APONTAM DIGITAL DE LULA NO CASO MASTER





O caso envolvendo o Banco Master ganhou novos contornos nos últimos dias e passou a expor ligações cada vez mais sensíveis entre o sistema financeiro e figuras centrais do governo federal. À medida que detalhes antes pouco conhecidos vêm à tona, cresce o debate político sobre a transparência de decisões tomadas nos bastidores e o alcance das relações entre banqueiros, autoridades públicas e instituições do Estado.

Um dos episódios que mais despertou atenção foi uma reunião realizada em dezembro de 2024 no Palácio do Planalto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O encontro teria durado cerca de uma hora e meia, mas não foi incluído na agenda oficial da Presidência, o que levantou questionamentos sobre os motivos da omissão e sobre o conteúdo tratado. A ausência de registro formal se tornou ainda mais relevante diante da crise que posteriormente atingiu a instituição financeira.

Além do presidente e do banqueiro, participaram da reunião o então CEO do Banco Master, Augusto Lima, o ex-ministro Guido Mantega e Gabriel Galípolo, que à época já havia sido indicado para assumir a presidência do Banco Central. Informações de bastidores apontam que o encontro foi articulado por Mantega, que naquele período atuava como consultor do banco, recebendo uma remuneração mensal elevada.

A atuação de Guido Mantega nesse contexto ampliou as controvérsias. Ex-ministro de governos petistas, ele manteve proximidade com Lula ao longo dos anos e, após resistências do mercado a uma eventual nomeação sua para cargos públicos, teria encontrado no Banco Master uma alternativa profissional de alto valor. Nesse papel, Mantega teria atuado para facilitar articulações junto ao governo, defendendo interesses da instituição financeira.

Entre os principais objetivos discutidos estaria a tentativa de viabilizar a entrada do Banco de Brasília, o BRB, como comprador de parte do Banco Master. A operação, porém, acabou não avançando. Meses depois, o Banco Central avaliou que a situação financeira da instituição representava riscos elevados e decidiu pela sua liquidação, encerrando as negociações e frustrando os planos defendidos por seus aliados.

A participação de Gabriel Galípolo também passou a ser observada com maior atenção. Prestes a assumir o comando do Banco Central, ele esteve presente na reunião em um momento delicado, quando o Banco Master já enfrentava dificuldades. A liquidação posterior levantou questionamentos sobre a demora na adoção de medidas mais duras e sobre as articulações que ocorreram antes da decisão final da autoridade monetária.

O escândalo não se limita ao Executivo. Informações apontam que outras figuras de destaque, incluindo integrantes do Judiciário e ex-autoridades, teriam mantido vínculos profissionais com o Banco Master, seja por meio de consultorias ou relações institucionais. Esses dados reforçam críticas sobre possíveis conflitos de interesse e a proximidade excessiva entre agentes públicos e o setor financeiro.

Até agora, o governo federal não apresentou explicações detalhadas sobre a reunião não registrada na agenda presidencial nem esclareceu de forma definitiva o papel de ex-ministros e autoridades nas negociações envolvendo o banco. Com novas revelações surgindo, o caso Banco Master se consolida como um dos episódios mais delicados do atual governo, ampliando o desgaste político e reforçando cobranças por transparência e apuração rigorosa dos fatos.

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