VÍDEO: POR QUE O RJ PODE TER DUAS ELEIÇÕES EM UM ANO





O Rio de Janeiro pode viver uma situação política fora do padrão em 2026, com a possibilidade de o estado ter dois governadores no mesmo ano. Esse cenário incomum está ligado a uma eventual saída antecipada do governador Cláudio Castro, que precisaria renunciar ao cargo até o início de abril para poder disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de outubro.

Caso essa renúncia se concretize, o estado enfrentaria uma lacuna no comando do Executivo. Não havendo sucessão automática, o governo do Rio passaria a ser ocupado de forma provisória por um governador-tampão, escolhido por meio de uma eleição indireta na Assembleia Legislativa. Caberia aos deputados estaduais definir o nome responsável por conduzir a administração até janeiro de 2027, quando o governador eleito pelo voto popular tomaria posse.

Embora o mandato desse governador interino seja temporário, o período de gestão não seria isento de desafios. O Rio de Janeiro enfrenta problemas históricos nas áreas fiscal, social e de segurança pública, o que exige decisões relevantes mesmo em um intervalo relativamente curto. Além disso, a escolha do governador-tampão tende a envolver intensas articulações políticas, já que diferentes grupos e partidos buscarão influenciar o processo dentro da Assembleia.

A possibilidade de uma eleição indireta costuma gerar debates sobre representatividade, uma vez que o chefe do Executivo não seria escolhido diretamente pelos eleitores. Ainda assim, o mecanismo é previsto na legislação e tem como objetivo assegurar a continuidade administrativa e a estabilidade institucional durante o período de transição, evitando a paralisação do governo estadual.

Mesmo antes de qualquer decisão formal, a hipótese de renúncia já movimenta os bastidores da política fluminense. Parlamentares e lideranças partidárias avaliam cenários, testam alianças e discutem nomes que poderiam assumir o comando temporário do estado. Paralelamente, os partidos também se preparam para a eleição direta de outubro, que definirá o governador com mandato pleno para os anos seguintes. A sobreposição desses dois processos tende a acirrar disputas e estratégias políticas ao longo do ano.

Para Cláudio Castro, a escolha envolve ponderações delicadas. Abrir mão do cargo para disputar o Senado significa deixar a chefia do Executivo antes do fim do mandato e apostar na capacidade de seu grupo político de manter influência tanto na eleição indireta quanto no pleito estadual. Em contrapartida, a candidatura ao Senado representa a chance de ampliar sua atuação no cenário nacional e dar continuidade à carreira política em outra esfera.

Do ponto de vista institucional, o cenário evidencia a complexidade das regras eleitorais e de sucessão no Brasil. A eventual convivência de dois governadores em 2026, ainda que um deles exerça a função de forma provisória, seria um episódio raro na história recente do Rio de Janeiro. Caso se confirme, a situação pode servir como teste prático dos mecanismos legais previstos para garantir a transição de poder.

Enquanto a renúncia permanece como possibilidade, o tema segue no centro do debate político estadual. As decisões tomadas nos próximos meses serão determinantes para definir o rumo do governo fluminense e podem transformar 2026 em um ano de intensa movimentação política e institucional no Rio de Janeiro.

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