VÍDEO: TROPAS DOS EUA AFUNDAM COMBOIO DE BARCOS PERTO DA VENEZUELA


O Comando Sul do Exército dos Estados Unidos realizou mais uma ofensiva militar no Caribe, desta vez contra um comboio de embarcações que navegava em águas próximas ao território venezuelano. De acordo com informações divulgadas por autoridades norte-americanas, os barcos atingidos estariam envolvidos em atividades ligadas ao tráfico internacional de drogas. A ação resultou na morte de pelo menos oito pessoas, ampliando para 115 o total de vítimas fatais em operações do mesmo tipo desde setembro do ano passado.


Segundo o governo dos Estados Unidos, a operação faz parte de uma estratégia contínua de combate ao narcotráfico na região, considerada um dos principais corredores para o transporte de drogas destinadas à América do Norte e à Europa. O Caribe, especialmente áreas próximas à Venezuela, tem sido apontado por autoridades americanas como rota frequente utilizada por organizações criminosas transnacionais para escoar grandes carregamentos de entorpecentes por via marítima.


As embarcações teriam sido identificadas por sistemas de monitoramento e inteligência antes da ofensiva. Após a confirmação da suspeita de envolvimento com o tráfico, forças militares teriam sido mobilizadas para interceptar o comboio. Durante a ação, houve confronto, culminando na destruição dos barcos e na morte dos ocupantes. O Comando Sul não detalhou se houve prisões ou apreensão de drogas após o ataque.


Desde setembro do ano passado, operações semelhantes vêm sendo intensificadas pelos Estados Unidos na região. O número de mortos em ações desse tipo já ultrapassa a marca de uma centena, o que tem gerado críticas e questionamentos por parte de organismos internacionais e governos da América Latina. Entidades de direitos humanos alertam para o risco de violações e cobram mais transparência sobre as circunstâncias das mortes e os critérios utilizados para a realização dos ataques.


A proximidade das operações com o território venezuelano também adiciona um componente político à situação. As relações entre Washington e Caracas seguem marcadas por tensões diplomáticas, sanções econômicas e acusações mútuas. O governo venezuelano, em ocasiões anteriores, já criticou a presença militar dos Estados Unidos no Caribe, classificando as ações como intervenções e ameaças à soberania regional.


Por outro lado, autoridades americanas afirmam que as ofensivas ocorrem em águas internacionais e têm como único objetivo enfraquecer organizações criminosas responsáveis pelo tráfico de drogas, armas e outros ilícitos. Segundo o discurso oficial, essas redes representam uma ameaça direta à segurança dos Estados Unidos e de outros países do continente.


Especialistas em segurança apontam que o aumento das operações reflete tanto a pressão política interna nos Estados Unidos para combater o narcotráfico quanto o fortalecimento de grupos criminosos que atuam na região. Eles destacam, porém, que ações militares letais nem sempre são suficientes para desarticular essas organizações, que costumam se reorganizar rapidamente e buscar novas rotas.


O episódio mais recente reforça o clima de instabilidade no Caribe e mantém o tema da atuação militar estrangeira no centro do debate internacional. Enquanto os Estados Unidos defendem a continuidade das operações, cresce a cobrança por soluções que priorizem cooperação internacional, inteligência conjunta e mecanismos que reduzam a violência associada ao combate ao tráfico de drogas.

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