BRASIL: ALCOLUMBRE IGNORA AGRESSÃO DE PETISTA E PODE ANULAR QUEBRA DE SIGILO DE LULINHA





O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, determinou a abertura de uma apuração interna para verificar a regularidade da votação que aprovou a quebra de sigilos de Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão foi tomada após parlamentares da base governista apontarem possíveis irregularidades na contagem dos votos durante sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga supostas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.

Confira detalhes no vídeo:


A controvérsia surgiu depois que a CPMI do INSS aprovou, por margem considerada apertada, requerimentos que autorizam o acesso a dados bancários, fiscais e telefônicos de Lulinha. Logo após o resultado ser anunciado, deputados e senadores aliados ao governo questionaram a validade da votação, alegando que o número de votos registrados não corresponderia à presença efetiva de parlamentares no plenário da comissão no momento da deliberação.

Diante da repercussão do episódio, Davi Alcolumbre determinou que a Secretaria-Geral da Mesa do Senado analisasse as imagens da sessão, as listas de presença e os registros oficiais de votação. O objetivo é esclarecer se houve erro técnico, falha procedimental ou qualquer tipo de irregularidade que possa ter influenciado o resultado. A apuração busca garantir a transparência do processo legislativo e preservar a credibilidade das decisões tomadas no âmbito do Congresso Nacional.

A CPMI do INSS foi instalada para investigar um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e benefícios previdenciários, que teria atingido milhares de segurados. No curso dos trabalhos, a comissão passou a aprovar requerimentos de quebra de sigilo de pessoas físicas e jurídicas que, segundo parlamentares da oposição, poderiam ter relação direta ou indireta com o caso. A inclusão do nome de Lulinha na lista de investigados ampliou a tensão política em torno da comissão.

Integrantes da base governista afirmam que a aprovação do requerimento ocorreu de forma irregular e sustentam que parlamentares ausentes teriam sido contabilizados como votantes. Eles defendem que, caso seja confirmada qualquer inconsistência, a decisão deve ser anulada e a votação refeita. Para esses aliados do governo, a medida é essencial para evitar que a CPMI seja utilizada como instrumento de disputa política.

Já membros da oposição rebatem as acusações e afirmam que a votação seguiu os trâmites regimentais. Segundo esse grupo, a tentativa de reverter o resultado seria uma estratégia para impedir o avanço das investigações. Parlamentares oposicionistas defendem que a quebra de sigilos é um instrumento legítimo da comissão e que eventuais esclarecimentos devem ocorrer no âmbito da própria apuração, sem interferências políticas externas.

A determinação de Alcolumbre é vista como uma tentativa de conter a escalada de conflitos e assegurar o respeito às regras do Legislativo. O presidente do Senado tem buscado adotar uma postura de equilíbrio diante de disputas entre governo e oposição, especialmente em comissões que tratam de temas sensíveis e de grande repercussão pública.

O resultado da apuração poderá ter impactos diretos nos rumos da CPMI do INSS. Caso sejam constatadas falhas na votação, a decisão que autorizou a quebra de sigilos poderá ser revista. Enquanto isso, o episódio reforça o clima de polarização no Congresso e evidencia a pressão política que cerca os trabalhos da comissão, cuja condução segue sob intenso escrutínio público.

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