O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, articula uma estratégia para transformar uma eventual convocação na CPMI do INSS em um dos principais palcos de confronto político contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ofensiva também deve mirar Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, a partir de depoimentos e informações que circulam na comissão e que apontam para pagamentos milionários atribuídos a operadores investigados no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas.
Confira detalhes no vídeo:
A linha de ação foi desenhada por consultores próximos ao senador e recebeu aval do núcleo político que coordena sua pré-campanha. A intenção é associar o nome de Lulinha às suspeitas apuradas pela CPMI, reforçando um discurso de combate à corrupção e de oposição direta ao governo federal. Com isso, Flávio Bolsonaro busca se consolidar como o principal antagonista do presidente, aproveitando um momento em que pesquisas recentes indicam redução da vantagem do petista no cenário eleitoral.
A coordenação da estratégia está a cargo do senador Rogério Marinho, que defende uma postura mais dura e combativa nos debates públicos. Para aliados, o ambiente da CPMI oferece visibilidade elevada e ampla repercussão, funcionando como um palanque privilegiado em um ano pré-eleitoral. Sessões e oitivas costumam atrair atenção intensa da imprensa e das redes sociais, ampliando o alcance das mensagens políticas.
Nos bastidores, a avaliação é de que qualquer oitiva relacionada ao caso do INSS pode se transformar em um momento decisivo da disputa política. A eventual convocação de Lulinha, ou mesmo de operadores apontados como centrais no esquema, tende a elevar a tensão no colegiado. Integrantes da oposição acreditam que há espaço para novas testemunhas, capazes de detalhar relações empresariais e políticas que ainda não vieram totalmente à tona.
A expectativa é de que Flávio Bolsonaro utilize esses momentos para reforçar críticas ao Partido dos Trabalhadores, associando o governo a um histórico de escândalos e levantando questionamentos sobre integridade, transparência e responsabilidade política. A estratégia também mira o eleitorado que rejeita a polarização tradicional, mas se mostra sensível a discursos de fiscalização e combate a irregularidades no uso de recursos públicos.
Apesar do clima de antecipação, a convocação de qualquer depoente depende de aprovação do colegiado da CPMI. Requerimentos precisam ser votados e podem enfrentar resistência da base governista. Ainda assim, declarações recentes do presidente Lula, no sentido de que seu filho deve prestar esclarecimentos caso haja questionamentos legítimos, foram interpretadas por parlamentares como um sinal de que o governo pode não se opor frontalmente a uma eventual oitiva.
Se Lulinha for ouvido, aliados avaliam que ele terá a oportunidade de apresentar sua versão e responder às acusações. Ao mesmo tempo, o entorno de Flávio Bolsonaro reconhece que o momento seria marcado por forte embate político, com perguntas duras e foco na exposição pública. Para o senador, trata-se de um teste de fogo de sua pré-candidatura, em um cenário no qual o sobrenome Bolsonaro volta a ocupar o centro da disputa nacional.
Com a campanha se desenhando cada vez mais cedo, a CPMI do INSS tende a se firmar como um dos principais arenas do embate político em 2026. O desfecho das oitivas e a condução dos debates podem influenciar diretamente o humor do eleitorado e o ritmo da corrida presidencial.
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