A Polícia Federal concluiu nesta segunda-feira a perícia médica realizada no ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília. O laudo foi encaminhado ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e atende a uma solicitação feita em janeiro pela defesa, que pediu a concessão de prisão domiciliar com base no estado de saúde do ex-chefe do Executivo.
Confira detalhes no vídeo:
De acordo com o documento, Bolsonaro recebe atendimento considerado adequado dentro do presídio, incluindo acompanhamento médico regular, controle da pressão arterial, exames periódicos e uma dieta especial ajustada às suas necessidades clínicas. A avaliação aponta que, apesar de apresentar múltiplos problemas de saúde, não há indicação de cuidados hospitalares contínuos, o que reduz a possibilidade de substituição da prisão por regime domiciliar neste momento.
O laudo médico registra a existência de sete doenças crônicas e descreve um quadro que exige atenção constante, mas que pode ser manejado no ambiente prisional com medidas de adaptação. Entre os pontos destacados está a presença de sinais e sintomas neurológicos que aumentam o risco de quedas, o que demanda investigação médica mais aprofundada. Como providências preventivas, a Polícia Federal sugeriu a instalação de grades de apoio em corredores e banheiros, campainhas de emergência, dispositivos de monitoramento e acompanhamento contínuo nas áreas comuns da unidade.
Além disso, o relatório recomenda avaliação nutricional permanente, manutenção de dieta adequada, prática regular de atividade física conforme a condição clínica e tratamento fisioterápico contínuo, com foco no fortalecimento muscular e no equilíbrio postural. Segundo a perícia, essas medidas são suficientes para reduzir riscos e preservar a saúde do ex-presidente no contexto atual.
Na avaliação psíquica, Bolsonaro relatou que procura se manter emocionalmente equilibrado, sobretudo por preocupação com a filha Laura, a enteada Letícia Firmo e a esposa, Michelle Bolsonaro. Ele informou não realizar acompanhamento psiquiátrico ou psicológico e afirmou buscar atendimento médico apenas quando considera necessário. O documento aponta que não foram identificados sinais de depressão nem uso de medicação antidepressiva. Também consta o registro de visitas regulares de um pastor, o que integra sua rotina religiosa no presídio.
A conclusão da perícia era aguardada com expectativa pela defesa, que sustenta que o estado de saúde do ex-presidente justificaria a prisão domiciliar. No entanto, o entendimento técnico apresentado pela Polícia Federal indica que Bolsonaro deve permanecer na Papudinha, já que o ambiente prisional, com as adaptações sugeridas, é considerado compatível com seu quadro clínico.
O relatório também descreve aspectos da rotina do ex-presidente, como a prática diária de caminhadas de cerca de um quilômetro, considerada compatível com suas condições físicas atuais. Agentes penitenciários relatam que ele recebe acompanhamento constante e tratamento diferenciado dentro dos limites previstos pelas normas do sistema prisional, em razão de sua condição de ex-chefe de Estado.
Com o envio do laudo ao Supremo, caberá agora ao ministro Alexandre de Moraes avaliar o pedido da defesa à luz das conclusões técnicas apresentadas. A decisão deverá considerar tanto o estado de saúde do ex-presidente quanto os critérios legais para eventual concessão de prisão domiciliar. Enquanto isso, Jair Bolsonaro segue custodiado na Papudinha, sob acompanhamento médico e monitoramento contínuo.
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