A estratégia adotada pelas forças de segurança durante o Carnaval de rua de São Paulo voltou a chamar atenção pela criatividade e pelos resultados obtidos. Após ações anteriores em que agentes se fantasiaram de personagens do Scooby-Doo e do seriado Chaves, policiais civis passaram a utilizar trajes inspirados no filme “Meu Malvado Favorito” para se infiltrar nos blocos carnavalescos e combater crimes em meio à multidão.
Confira detalhes no vídeo:
Na noite de domingo, agentes caracterizados como Minions e como o vilão Gru prenderam em flagrante duas mulheres suspeitas de furtar o celular de um folião. A abordagem ocorreu discretamente, em meio à movimentação intensa de um dos blocos, o que evitou tumulto e facilitou a identificação das suspeitas. O aparelho levado da vítima foi recuperado e devolvido ainda no local. Durante a revista, os policiais encontraram um segundo telefone com a dupla, cuja procedência ainda é investigada.
Já na manhã da segunda-feira, outra ação resultou na prisão de uma mulher no bairro de Santa Cecília. Com ela, os policiais localizaram dez celulares, levantando a suspeita de que os aparelhos tenham sido furtados ao longo das festividades. Todos os telefones foram apreendidos e encaminhados para análise, com o objetivo de identificar os proprietários e apurar se há ligação com uma quadrilha especializada em furtos durante eventos de grande porte.
As ocorrências foram registradas no 2º Distrito Policial do Bom Retiro, que centralizou os procedimentos e dará continuidade às investigações. A polícia trabalha para rastrear os aparelhos apreendidos e localizar possíveis vítimas que ainda não tenham registrado boletim de ocorrência, prática comum em crimes desse tipo, especialmente quando o furto só é percebido horas depois.
Além dos furtos, a atuação dos policiais infiltrados também resultou na detenção de um homem suspeito de tráfico de drogas no parque Parque Ibirapuera. Durante a abordagem, os agentes encontraram uma máquina de cartão, 54 cigarros de substância semelhante à maconha, cerca de 100 mililitros de um líquido com características de lança-perfume, porções de skunk e de maconha, além de dinheiro em espécie. O material foi apreendido e o suspeito encaminhado para a delegacia.
A operação faz parte de uma estratégia mais ampla da Polícia Civil de São Paulo para enfrentar crimes patrimoniais e o tráfico de drogas durante o Carnaval. Com milhões de pessoas circulando pelas ruas da capital, os blocos se tornam ambientes propícios para a atuação de criminosos que se aproveitam da distração dos foliões e da dificuldade de identificação em meio às fantasias.
Segundo a delegada Sandra Buzati, da Delegacia de Proteção à Pessoa, o trabalho à paisana aumenta significativamente a eficiência das ações policiais. A presença de agentes disfarçados permite observar de perto a dinâmica dos grupos criminosos, identificar padrões de atuação e agir com rapidez, reduzindo as chances de fuga em locais com grande concentração de pessoas.
A utilização de fantasias populares também contribui para que os policiais passem despercebidos, garantindo surpresa no momento da abordagem. Para a polícia, a combinação de inteligência, infiltração e ações pontuais tem se mostrado uma ferramenta eficaz para manter a segurança durante o Carnaval, preservando o caráter festivo do evento sem abrir mão do combate ao crime.
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