Confira detalhes no vídeo:
O momento ocorreu durante a cobertura dos estragos causados pelas chuvas intensas que atingiram a cidade. Ao chegar à área afetada, Letícia relatava a situação das famílias que haviam perdido suas casas quando foi informada de que um dos imóveis atingidos era da tia Júlia. A residência estava completamente descaracterizada, soterrada por lama e restos de estruturas vizinhas, o que impediu o reconhecimento imediato. A constatação transformou uma reportagem de rotina em uma experiência pessoal profunda para a jornalista.
De acordo com familiares, apesar da destruição do imóvel, ninguém da família ficou ferido. A confirmação trouxe alívio em meio ao cenário de tragédia que se espalhou por diferentes bairros do município. Parentes e moradores da região passaram, então, a contabilizar os prejuízos materiais deixados pelo deslizamento, enquanto tentavam reorganizar a rotina após a perda repentina de bens e lembranças acumuladas ao longo dos anos.
Os novos desabamentos registrados na madrugada desta quinta-feira ocorreram na rua Doutor Augusto Eckman, no bairro Jardim Natal, uma das áreas mais atingidas pelas chuvas. O solo encharcado não suportou o volume de água acumulado, resultando no colapso de encostas e na destruição de casas. Equipes de resgate e da Defesa Civil foram acionadas ao longo da madrugada para atender ocorrências, retirar moradores de áreas de risco e buscar possíveis vítimas sob os escombros.
O balanço da tragédia em Juiz de Fora é considerado um dos mais graves já registrados na cidade. Ao todo, 42 pessoas morreram em decorrência das chuvas e dos deslizamentos, enquanto outras 17 permanecem desaparecidas. As buscas seguem mobilizando bombeiros, voluntários e forças de segurança, que enfrentam dificuldades impostas pelo terreno instável e pelas condições climáticas adversas.
A atuação de Letícia Damasceno durante a cobertura chamou atenção pela postura profissional mantida mesmo diante do impacto pessoal da notícia. O episódio evidenciou como tragédias climáticas ultrapassam estatísticas e números oficiais, atingindo diretamente histórias de vida, famílias e comunidades inteiras. A experiência da jornalista se soma a centenas de relatos de moradores que, em poucas horas, viram suas casas desaparecerem.
Enquanto a cidade tenta lidar com o luto e a destruição, autoridades discutem medidas emergenciais de acolhimento às famílias desabrigadas e ações de prevenção para reduzir riscos em áreas vulneráveis. A tragédia reacende o debate sobre ocupação urbana, drenagem e planejamento em regiões suscetíveis a deslizamentos. Em meio à dor, a principal preocupação segue sendo salvar vidas, localizar desaparecidos e oferecer suporte às famílias que perderam tudo, inclusive aquelas que, como a de Letícia, se viram inesperadamente no centro da própria notícia.
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