A corveta russa Stoiky e embarcações da Marinha do Irã realizaram manobras militares conjuntas no Golfo de Omã durante o exercício naval conhecido como Passex. A atividade ocorreu em meio a um cenário geopolítico sensível, em uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde transitam diariamente grandes volumes de petróleo, gás e mercadorias destinadas a diferentes continentes.
Confira detalhes no vídeo:
De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Defesa da Rússia, o treinamento teve como objetivo principal a coordenação de procedimentos entre as forças navais dos dois países. As autoridades russas afirmaram que as tripulações trabalharam de forma integrada para alinhar comunicações, rotas e protocolos operacionais, com foco na proteção da navegação civil em águas consideradas de alto valor estratégico para o comércio internacional.
Durante o exercício, os navios executaram manobras táticas de aproximação, navegação em formação e troca de informações operacionais. Também foram simulados cenários de escolta e monitoramento de embarcações civis, práticas que, segundo os organizadores, buscam aprimorar a capacidade de resposta conjunta a eventuais incidentes marítimos. O treinamento incluiu ainda procedimentos de segurança e ações coordenadas para garantir a estabilidade da navegação em uma região marcada por frequentes tensões políticas e militares.
O Golfo de Omã é considerado uma área-chave para o fluxo marítimo global, por funcionar como ligação entre o Mar Arábico e o Estreito de Ormuz, passagem vital para o transporte de energia. Exercícios militares nessa região costumam atrair atenção internacional, uma vez que qualquer instabilidade pode gerar impactos imediatos nos mercados globais e nas cadeias de abastecimento. A realização do Passex reforça a importância estratégica atribuída por Rússia e Irã à cooperação naval em águas internacionais.
Analistas veem a iniciativa como parte de um movimento mais amplo de aproximação entre Moscou e Teerã no campo militar. Nos últimos anos, os dois países têm ampliado exercícios conjuntos, intercâmbio de experiências e coordenação em diferentes áreas de defesa. A cooperação naval, em especial, é interpretada como uma demonstração de capacidade operacional e de alinhamento estratégico diante de um cenário internacional marcado por disputas de influência e sanções econômicas.
Autoridades iranianas destacaram que o exercício contribui para o fortalecimento da segurança regional e para a troca de conhecimentos técnicos entre as marinhas envolvidas. Segundo Teerã, a presença de forças estrangeiras em parceria com o Irã no Golfo de Omã demonstra a disposição do país em atuar de forma cooperativa para garantir a estabilidade marítima, ao mesmo tempo em que reforça sua capacidade de defesa em áreas próximas ao seu território.
O treinamento não incluiu o uso de armamentos reais, concentrando-se em simulações e coordenação operacional. Ainda assim, a movimentação naval foi acompanhada de perto por observadores internacionais, dada a relevância estratégica da região. Exercícios desse tipo costumam ser interpretados como sinais políticos, além de ações militares, refletindo interesses diplomáticos e posicionamentos geopolíticos dos países participantes.
Com o encerramento das manobras, Rússia e Irã reafirmaram a intenção de manter canais de cooperação abertos no campo naval. A expectativa é de que novos exercícios conjuntos sejam realizados no futuro, ampliando a interoperabilidade entre as forças e reforçando a presença dos dois países em rotas marítimas consideradas vitais para o comércio e a segurança internacionais.
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