O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, do União Brasil de Alagoas, avaliou que a possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República vem ganhando espaço e respaldo entre parlamentares em Brasília. A análise indica uma mudança no clima político dentro do Congresso, onde, até poucos meses atrás, a preferência majoritária recaía sobre outro nome da direita para a disputa nacional.
De acordo com Gaspar, até novembro havia uma expectativa significativa de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aceitasse o desafio de concorrer ao Palácio do Planalto. Naquele momento, muitos congressistas viam o governador como uma alternativa capaz de unir diferentes correntes do campo conservador, reunindo perfil técnico, experiência administrativa e capacidade de diálogo com diversos setores políticos e econômicos.
Esse cenário, no entanto, começou a se transformar à medida que Tarcísio passou a reforçar publicamente seu compromisso com a gestão paulista e evitou sinalizações claras sobre uma candidatura presidencial. A ausência de movimentos mais concretos abriu espaço para que outras opções ganhassem força nos debates internos do Congresso, especialmente entre parlamentares alinhados à direita.
Nesse contexto, Flávio Bolsonaro passou a ser visto com mais atenção. Senador pelo Rio de Janeiro, ele aparece como um nome capaz de concentrar apoio de grupos ligados ao bolsonarismo e de manter interlocução com bancadas conservadoras. Nos bastidores, parlamentares avaliam que sua trajetória no Senado e sua atuação política contribuíram para torná-lo uma alternativa considerada viável dentro do campo político que busca manter influência nacional.
Outro fator citado por aliados é o peso do sobrenome Bolsonaro, que continua a mobilizar uma parcela expressiva do eleitorado. Para parte dos congressistas, esse capital político ainda representa um diferencial relevante em uma disputa presidencial, especialmente em um cenário de polarização. Além disso, Flávio é visto como alguém com maior disposição para assumir o papel de candidato, diante da indefinição de outros nomes.
A avaliação de Alfredo Gaspar sugere que o Congresso atua como um espaço de antecipação dos movimentos eleitorais. Segundo ele, a frequência com que Flávio Bolsonaro passou a ser mencionado e tratado como opção real reflete uma mudança concreta na percepção dos parlamentares. O senador deixou de ser apenas uma possibilidade distante e passou a integrar o grupo de nomes observados com mais seriedade para 2026.
Enquanto isso, aliados de Tarcísio de Freitas afirmam que o governador segue como uma liderança de peso no cenário nacional. Eles destacam que o foco na administração estadual não significa, necessariamente, o abandono definitivo de um projeto presidencial, embora a falta de sinais claros tenha reduzido as expectativas imediatas no Congresso.
O quadro descrito revela um período de reorganização da direita brasileira, marcado por incertezas e disputas internas. A consolidação de Flávio Bolsonaro como principal aposta dependerá do avanço das articulações políticas, da reação do eleitorado e da capacidade de ampliar apoios para além do núcleo já identificado com o bolsonarismo.
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