O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro manifestou insatisfação com o nível de participação de aliados próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro. Em declarações recentes, ele avaliou que o envolvimento demonstrado até agora está aquém do que seria esperado de figuras que construíram suas carreiras políticas sob a liderança do ex-chefe do Executivo.
De acordo com Eduardo, parlamentares e lideranças que se elegeram ou ganharam projeção política vinculados à imagem de Jair Bolsonaro deveriam atuar de maneira mais intensa na defesa da candidatura de Flávio. Para ele, a dedicação apresentada por esses aliados não corresponde ao peso político da disputa presidencial nem à relevância do projeto defendido pelo grupo para as eleições de 2026.
O ex-deputado citou nominalmente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira como exemplos de apoiadores que, em sua avaliação, não têm demonstrado o engajamento esperado. Eduardo afirmou perceber uma espécie de esquecimento em relação à campanha do irmão, especialmente por parte de nomes que costumam se apresentar como fiéis ao legado e às orientações de Jair Bolsonaro.
As declarações foram feitas durante entrevista ao programa Poder Expresso, exibido pelo SBT News. Na conversa, Eduardo reforçou que a candidatura de Flávio precisaria de maior mobilização, tanto no ambiente digital quanto em agendas públicas e articulações partidárias, para ganhar força nacional e se consolidar no cenário eleitoral.
Nos bastidores, a fala do ex-deputado revela divergências internas dentro do campo bolsonarista. Embora Flávio Bolsonaro seja tratado como um dos principais representantes do grupo na disputa presidencial, ainda existem diferentes visões sobre o ritmo e a forma de construção da campanha. Parte dos aliados defende uma estratégia mais gradual, enquanto outros acreditam que o momento exige manifestações públicas mais firmes de apoio.
A crítica também expõe a expectativa de que Jair Bolsonaro continue exercendo papel central na coordenação política de seus aliados. Para Eduardo, aqueles que se dizem alinhados ao ex-presidente deveriam demonstrar essa lealdade de maneira mais clara, especialmente em um processo eleitoral considerado decisivo para o futuro do grupo conservador.
Sob a ótica política, a manifestação pública pode funcionar como um recado direto aos aliados, buscando estimular maior participação e comprometimento com a campanha. Ao mesmo tempo, evidencia os desafios de manter unidade em um grupo formado por lideranças com grande visibilidade e interesses próprios.
Enquanto Flávio Bolsonaro tenta ampliar sua presença no debate nacional e estruturar sua candidatura, declarações como as de Eduardo Bolsonaro indicam que a campanha também enfrenta o desafio de harmonizar expectativas internas. A forma como essas cobranças serão recebidas e respondidas pode influenciar diretamente os próximos passos da articulação bolsonarista rumo às eleições presidenciais.
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