O deputado federal Nikolas Ferreira declarou neste sábado que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro não estaria em boas condições emocionais ou políticas no momento. A afirmação surge como reação às críticas recentes feitas por Eduardo, que questionou a postura de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro em relação ao apoio à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro.
As declarações de Eduardo Bolsonaro provocaram desconforto dentro do Partido Liberal ao apontar o que chamou de falta de comprometimento de figuras centrais do bolsonarismo, entre elas o próprio Nikolas Ferreira e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Segundo Eduardo, ambos estariam adotando uma postura semelhante e demonstrando esquecimento em relação ao projeto político liderado por Flávio, o que acentuou divergências internas no grupo.
Nikolas se manifestou após visitar Jair Bolsonaro, que cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília. O encontro teve caráter político e estratégico, com foco na análise do cenário eleitoral e na definição de diretrizes para a atuação do grupo em Minas Gerais, estado considerado decisivo para as eleições presidenciais de 2026.
A fala do deputado mineiro foi interpretada por aliados como uma tentativa de reduzir a intensidade do embate e evitar que o conflito ganhe proporções maiores. Ao sugerir que Eduardo não vive um bom momento, Nikolas buscou deslocar o debate do campo político para um plano mais pessoal, amenizando o peso das acusações e sinalizando disposição para preservar a unidade do grupo conservador.
Nos bastidores, integrantes do Partido Liberal avaliam que o episódio expõe dificuldades de coordenação em torno da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Apesar de ser tratado como um nome natural dentro do bolsonarismo para a disputa presidencial, o senador ainda enfrenta desafios para consolidar apoio explícito e homogêneo entre lideranças com forte presença pública e bases eleitorais próprias.
A visita de Nikolas a Jair Bolsonaro reforça o papel central que o ex-presidente continua exercendo, mesmo afastado formalmente da vida política. Seu entorno avalia que encontros como esse funcionam como momentos de alinhamento estratégico, especialmente em estados-chave, onde a organização antecipada pode ser decisiva para o desempenho eleitoral do grupo.
O episódio também evidencia uma disputa por protagonismo dentro do campo bolsonarista. De um lado, há a cobrança por engajamento mais visível em torno de Flávio Bolsonaro; de outro, a defesa de cautela e de uma construção gradual da campanha. Essas diferenças de abordagem têm se manifestado publicamente, o que aumenta a pressão por uma solução que evite desgastes maiores.
Aliados próximos afirmam que divergências são comuns em períodos pré-eleitorais, sobretudo quando envolvem lideranças com forte exposição e influência nas redes sociais. A prioridade, segundo eles, é impedir que essas discordâncias se transformem em divisões duradouras capazes de comprometer a estratégia nacional do grupo.
Com a aproximação do calendário eleitoral, o bolsonarismo enfrenta o desafio de equilibrar interesses individuais e apresentar uma frente coesa. A forma como episódios como esse serão administrados tende a influenciar diretamente a capacidade de articulação política e o desempenho do grupo conservador na corrida presidencial de 2026.
VEJA TAMBÉM:
Clique aqui para ter acesso à Verdade sobre o que aconteceu a Jair Bolsonaro.

Comentários
Postar um comentário
Cadastre seu e-mail na barra "seguir" para que você possa receber nossos artigos em sua caixa de entrada e nos acompanhe nas redes sociais.