VÍDEO: TOFFOLI É QUESTIONADO POR REPÓRTERES APÓS LARGAR CASO MASTER POR PRESSÃO DE COLEGAS





O ministro Dias Toffoli deixou a condução dos inquéritos que apuram fatos relacionados ao Banco Master após uma reunião interna do Supremo Tribunal Federal que se estendeu por cerca de três horas. O encontro ocorreu na quinta-feira e reuniu todos os ministros da Corte para discutir os rumos das investigações. A decisão representou uma alteração relevante no andamento do caso e foi tomada em um ambiente de consenso.

Na saída do prédio do Supremo Tribunal Federal, Toffoli evitou detalhar o conteúdo das discussões. Diante de perguntas, afirmou apenas que a reunião “foi ótima” e que os encaminhamentos foram definidos de forma “unânime”. A declaração breve reforçou o caráter reservado do encontro, ao mesmo tempo em que indicou alinhamento entre os integrantes do tribunal quanto às medidas adotadas.

A mudança na relatoria ocorreu depois que o presidente do STF, Luiz Edson Fachin, recebeu da Polícia Federal um relatório com os resultados das apurações. Diante da relevância do material, Fachin decidiu levar o conteúdo ao conhecimento de todos os ministros, antes de qualquer definição sobre os próximos passos do processo. A iniciativa foi vista internamente como um gesto de cautela e de fortalecimento da atuação colegiada.

Segundo relatos de bastidores, a reunião teve como foco principal avaliar o cenário institucional e a melhor forma de conduzir os inquéritos a partir daquele momento. A redistribuição da relatoria foi construída de maneira consensual, sem divergências registradas, com o entendimento de que a medida poderia contribuir para preservar a imagem de imparcialidade da Corte e reduzir questionamentos externos sobre o andamento do caso.

A saída de Toffoli da relatoria não interrompe as investigações. Os procedimentos seguem em curso e deverão ser assumidos por um novo relator, conforme as regras internas do Supremo. A expectativa é de que a mudança traga maior estabilidade ao processo e permita que as apurações avancem com segurança jurídica, mantendo o foco nos aspectos técnicos do caso.

O relatório apresentado pela Polícia Federal reúne informações, documentos e análises colhidas ao longo das investigações e servirá de base para futuras decisões judiciais. Ao compartilhar o conteúdo com todo o colegiado, a presidência do STF sinalizou que eventuais deliberações relevantes poderão ser discutidas de forma mais ampla, reforçando o caráter institucional do processo.

Entre especialistas do meio jurídico, a decisão foi interpretada como uma medida de prudência. A redistribuição de relatorias em casos sensíveis é vista como um instrumento para evitar desgastes e fortalecer a confiança pública na atuação do tribunal. A referência à unanimidade feita por Toffoli também foi lida como uma tentativa de demonstrar coesão interna diante de um tema complexo e de grande repercussão.

Com a redefinição da relatoria e a apresentação do relatório a todos os ministros, os inquéritos envolvendo o Banco Master entram em uma nova etapa. O foco agora se volta para os próximos despachos e decisões do Supremo, que devem estabelecer o ritmo das investigações e indicar como o tribunal pretende conduzir o caso nos próximos meses.

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