VÍDEO: TROPAS DOS EUA PREPARAM ATAQUE A UM PAÍS





Na véspera das celebrações que marcam o aniversário da Revolução Islâmica de 1979, manifestações voltaram a ganhar força no Irã, revelando o nível de insatisfação de parte da população com o regime. Em bairros da capital, Teerã, moradores foram ouvidos gritando palavras de ordem a partir de varandas e janelas, direcionadas tanto às autoridades quanto ao líder supremo Ali Khamenei. As frases entoadas expressavam rejeição aberta ao sistema político vigente e à própria República Islâmica, em um gesto simbólico de contestação em um momento historicamente sensível.

As cenas rapidamente se espalharam pelas redes sociais, por meio de vídeos que mostram gritos ecoando durante a noite. Apesar da ampla circulação do material, veículos de imprensa relataram dificuldades para confirmar a veracidade das imagens, sobretudo devido às limitações impostas à atuação de jornalistas independentes e às frequentes interrupções de comunicação no país. Ainda assim, o conteúdo reforçou a percepção de que os protestos seguem ativos e ganham novas formas de expressão, mesmo sob forte vigilância estatal.

Desde o fim de dezembro do ano passado, o Irã enfrenta uma onda contínua de manifestações que se espalhou por diversas regiões. O movimento, inicialmente fragmentado, ganhou fôlego ao longo dos meses e passou a reunir críticas mais amplas ao regime, envolvendo questões políticas, econômicas e sociais. Em resposta, as autoridades intensificaram a repressão, buscando conter os protestos por meio de ações de segurança cada vez mais rigorosas.

Relatos de analistas e de grupos que monitoram a situação no país indicam o uso de armamento pesado contra manifestantes, incluindo metralhadoras, fuzis de precisão e espingardas. Além disso, bloqueios de internet e telefonia teriam atingido mais de 200 cidades, dificultando a circulação de informações. O número de mortos permanece indefinido, já que não há dados oficiais consolidados, mas estimativas apontam para milhares de vítimas, em sua maioria jovens, o que amplia a preocupação internacional com a gravidade da repressão.

A instabilidade interna do Irã ocorre em paralelo ao aumento da pressão externa, especialmente por parte dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump afirmou que avalia o envio de um novo grupo de ataque de porta-aviões ao Oriente Médio como forma de ampliar a pressão sobre Teerã durante as negociações envolvendo o programa nuclear iraniano. Recentemente, forças navais norte-americanas já foram deslocadas para a região, sinalizando disposição para reforçar a presença militar.

Embora Trump declare buscar uma solução negociada, ele admite que medidas mais duras podem ser adotadas caso não haja avanço nas conversas. Ao mesmo tempo, o presidente tem evitado detalhar publicamente suas estratégias, adotando um discurso mais reservado. Observadores interpretam essa postura como uma tentativa de manter imprevisibilidade, estratégia já utilizada em ações passadas conduzidas de forma rápida e com pouca antecipação pública.

A combinação entre protestos persistentes, repressão violenta e pressão internacional cria um cenário de tensão crescente. Para especialistas, a continuidade das manifestações indica que o descontentamento popular não foi sufocado, apesar das restrições severas. Enquanto o governo iraniano tenta reafirmar o controle interno, a população segue encontrando formas de expressar sua insatisfação. O desenrolar dessa crise permanece incerto, mas já representa um dos períodos mais delicados enfrentados pelo regime iraniano em décadas, com reflexos que ultrapassam suas fronteiras e impactam o equilíbrio político no Oriente Médio.

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