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Uma operação realizada na manhã desta terça-feira resultou na prisão de uma influenciadora digital investigada por ter forjado um crime que mobilizou as forças de segurança em Pernambuco. A ação foi conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco e é desdobramento de uma apuração iniciada em abril de 2025, após a comunicação de um suposto sequestro que, posteriormente, levantou suspeitas quanto à sua veracidade.
Segundo as investigações, a influenciadora Monniky Fraga, que reúne cerca de 27 mil seguidores no Instagram, procurou a polícia no ano passado afirmando ter sido sequestrada e libertada horas depois. O relato ganhou ampla visibilidade, tanto nas redes sociais quanto na imprensa local, após ela conceder entrevistas detalhando a dinâmica do suposto crime e descrevendo momentos de tensão vividos durante o alegado cativeiro.
Na época, o caso provocou comoção e levou à mobilização de equipes policiais para apurar os fatos e tentar identificar os responsáveis. No entanto, ao longo das diligências, os investigadores passaram a identificar contradições nos depoimentos e inconsistências nos elementos apresentados. A partir disso, a Polícia Civil aprofundou a apuração, com o auxílio do setor de inteligência, realizando oitivas, cruzamento de informações e análise de dados técnicos.
O trabalho investigativo concluiu que o sequestro não ocorreu conforme narrado inicialmente. De acordo com a polícia, a situação teria sido planejada pela própria influenciadora, com o objetivo de simular um crime. A encenação, segundo os investigadores, foi organizada de forma estruturada, envolvendo o uso de um veículo clonado e até de uma arma de fogo, recursos utilizados para conferir aparência de autenticidade à história apresentada às autoridades e à opinião pública.
O delegado Jorge Pinto informou que a Vara Criminal da Comarca de Igarassu expediu três mandados de prisão preventiva no curso da investigação. Dois deles foram cumpridos durante a operação desta terça-feira. O terceiro mandado não pôde ser executado porque um dos investigados morreu antes da decisão judicial, ainda durante o andamento das apurações.
Apesar das prisões, a investigação não foi encerrada. A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento e deve ser concluído dentro do prazo legal de dez dias. Após essa etapa, o material reunido será encaminhado ao Ministério Público, que analisará se apresenta denúncia formal contra os envolvidos, conforme o entendimento do órgão.
O caso voltou a chamar atenção para os prejuízos causados por falsas comunicações de crime. Além de mobilizar indevidamente recursos públicos e equipes especializadas, esse tipo de conduta pode gerar medo coletivo e atrapalhar investigações reais. A Polícia Civil reforçou que situações desse tipo são tratadas com seriedade e podem resultar em responsabilização criminal, independentemente da projeção pública ou do alcance nas redes sociais de quem faz a denúncia.
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