MINISTRO DO STF XINGA EX-PGR DE ALCOÓLATRA





Uma sessão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal foi marcada por forte tensão nesta terça-feira, 14, após declarações contundentes do ministro Gilmar Mendes contra o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. Ao reagir ao relatório final da CPI do Crime Organizado, o magistrado utilizou termos duros ao comentar a atuação passada de Janot à frente do Ministério Público Federal, gerando ampla repercussão no meio jurídico e político.


Durante seu pronunciamento, Gilmar Mendes criticou o pedido de indiciamento de ministros do Supremo e do atual procurador-geral da República, Paulo Gonet, incluído no relatório da comissão parlamentar. Na avaliação do ministro, a CPI adota práticas que remetem à Operação Lava Jato, como vazamentos seletivos, exposição midiática excessiva e construção de narrativas antes do julgamento dos fatos. Ele classificou essa postura como um “quê de lavajatismo”, expressão que resume, segundo sua visão, métodos que teriam causado distorções institucionais no passado recente.

Foi nesse contexto que Gilmar fez ataques diretos a Rodrigo Janot, a quem se referiu de forma ofensiva, mencionando hábitos pessoais e questionando sua capacidade de exercer o cargo de procurador-geral da República. As declarações ocorreram enquanto o ministro rebatia pontos do relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira, relator da CPI. O documento também sugeria responsabilização de outros integrantes do STF, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

O embate entre Gilmar Mendes e Rodrigo Janot não é recente. Os dois protagonizaram confrontos públicos frequentes entre 2013 e 2017, período em que Janot chefiou a Procuradoria-Geral da República. As divergências envolviam interpretações sobre o papel do Ministério Público, limites de atuação em investigações criminais e decisões do Supremo. O clima de animosidade se intensificou ao longo dos anos, transformando-se em um dos conflitos mais emblemáticos entre membros do Judiciário e do Ministério Público.

Um dos episódios mais delicados dessa disputa ocorreu em 2017, quando Janot pediu que o STF declarasse Gilmar Mendes impedido de julgar um habeas corpus do empresário Eike Batista. O argumento era de que a esposa do ministro, Guiomar Mendes, atuava em um escritório de advocacia que prestava serviços ao empresário. Pouco depois, vieram a público informações de que a filha de Janot havia atuado em processos ligados à OAS no Cade, episódio que o ex-procurador atribuiu a uma articulação do próprio Gilmar.

A rivalidade atingiu um ponto extremo em 2019, quando Rodrigo Janot revelou ter entrado armado no Supremo com a intenção de matar Gilmar Mendes e, em seguida, cometer suicídio, afirmando que desistiu no último momento. À época, o ministro reagiu com preocupação institucional, dizendo que parte do devido processo legal no país ficou “refém” de alguém que confessava impulsos homicidas.

As declarações recentes reacendem esse histórico de confrontos e colocam novamente em evidência as tensões entre diferentes correntes do sistema de Justiça. O episódio amplia o debate sobre os limites do discurso institucional, a atuação de CPIs sobre órgãos do Judiciário e as marcas deixadas por disputas que extrapolam o campo jurídico e alcançam o plano pessoal.

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