VÍDEO: PARLAMENTAR INTERROMPE EVENTO NO PLANALTO E REVELA AMEAÇA DE MORTE





Um momento inesperado marcou uma solenidade oficial realizada no Palácio do Planalto nesta terça-feira, quando o vereador Luciano Demazzi, filiado ao União Brasil, interrompeu o evento para fazer um apelo público. Diante de autoridades e convidados, ele declarou que estaria sofrendo ameaças de morte em seu município, Aripuanã, após denunciar supostas irregularidades cometidas pela administração local.

Segundo o parlamentar, a sequência de intimidações começou depois que ele formalizou denúncias junto ao Ibama. As representações tratariam de mudanças consideradas irregulares no projeto de implantação de uma usina solar fotovoltaica na cidade. De acordo com Demazzi, o empreendimento teria passado por alterações que levantaram dúvidas quanto ao cumprimento das exigências ambientais e dos parâmetros originalmente apresentados às autoridades.

O vereador afirmou que, ao cumprir seu papel fiscalizador e levar o caso aos órgãos competentes, passou a receber mensagens de texto com conteúdo ameaçador. Ele relatou que os recados continham avisos diretos e tom intimidatório, sugerindo represálias por sua atuação política. As ameaças, segundo ele, não ficaram restritas ao campo verbal e provocaram preocupação constante com sua integridade física e a segurança de familiares.

A decisão de expor a situação em um evento no Planalto, conforme explicou, foi motivada pela necessidade de ampliar a visibilidade do caso. Demazzi afirmou que, em municípios do interior, denúncias envolvendo contratos públicos e grandes projetos costumam gerar reações agressivas, sobretudo quando interesses econômicos relevantes são contrariados. Ao tornar o episódio público em um espaço simbólico do poder federal, ele buscou chamar a atenção das autoridades para o que classificou como um risco real à sua vida.

O episódio reacende o debate sobre a vulnerabilidade de vereadores e outros agentes públicos que atuam na fiscalização do Executivo municipal. Em cidades menores, a proximidade entre poder político, interesses empresariais e a vida cotidiana pode aumentar a pressão sobre quem questiona decisões administrativas. Projetos de geração de energia renovável, embora associados a benefícios ambientais, frequentemente envolvem valores elevados e disputas locais intensas.

Demazzi reforçou que suas denúncias tiveram como objetivo garantir transparência e respeito à legislação ambiental. Ele declarou que não pretende recuar de suas funções parlamentares e que continuará colaborando com órgãos de controle para que as suspeitas sejam devidamente apuradas. Ao mesmo tempo, cobrou providências para assegurar sua proteção, destacando que a intimidação não pode se tornar instrumento para silenciar representantes eleitos.

A manifestação no Planalto teve repercussão imediata entre parlamentares e autoridades, que passaram a discutir a necessidade de mecanismos mais eficazes de proteção a denunciantes e agentes públicos. Embora casos de ameaças a políticos municipais não sejam inéditos, muitos acabam restritos ao âmbito local e sem a devida atenção das instâncias superiores.

O relato do vereador evidencia como conflitos em torno de obras públicas e licenciamento ambiental podem ultrapassar o debate institucional e assumir contornos de violência e intimidação. Ao levar a denúncia a um palco nacional, Demazzi busca romper o isolamento e garantir que as ameaças não sejam tratadas como um episódio menor. Agora, a expectativa é de que tanto as denúncias sobre o projeto quanto as intimidações relatadas sejam investigadas com rigor, assegurando a integridade do parlamentar e a lisura dos processos administrativos envolvidos.

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