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Um terremoto de forte intensidade atingiu o norte do Japão nesta segunda-feira e provocou a formação de um tsunami que alcançou áreas costeiras poucas horas depois. De acordo com a Agência Meteorológica do Japão, uma onda de cerca de 80 centímetros foi registrada no porto da cidade de Kuji, na província de Iwate, às 17h34 no horário local. O episódio gerou apreensão entre moradores e autoridades, que passaram a monitorar o comportamento do mar ao longo da costa.
O abalo sísmico teve magnitude 7,5 e ocorreu no Oceano Pacífico, a aproximadamente 10 quilômetros de profundidade. A combinação entre a força do tremor e a localização do epicentro elevou o risco de ondas mais altas, levando os órgãos de emergência a alertarem para a possibilidade de tsunamis de até três metros em pontos das ilhas de Honshu e Hokkaido. Com isso, alertas foram rapidamente emitidos para comunidades costeiras e áreas portuárias.
O governo japonês anunciou a criação de uma força-tarefa emergencial para coordenar as ações de resposta e acompanhar a situação em tempo real. Em pronunciamento à imprensa, Sanae Takaichi pediu que a população das regiões sob alerta buscasse locais seguros e permanecesse atenta às orientações oficiais. A prioridade, segundo as autoridades, foi garantir a retirada preventiva de moradores de áreas vulneráveis.
A mobilização pôde ser acompanhada ao vivo pela televisão. A emissora pública NHK exibiu imagens de navios deixando o porto de Hachinohe antes da chegada das ondas. Durante a transmissão, avisos de emergência eram exibidos de forma contínua, reforçando a necessidade de evacuação imediata em zonas de risco.
Os reflexos do terremoto também atingiram o sistema de transportes. Segundo a Kyodo News, os serviços de trem-bala foram suspensos na província de Aomori, no extremo norte de Honshu. A interrupção ocorreu como medida de precaução, permitindo que equipes técnicas realizassem inspeções detalhadas nas linhas férreas após os tremores.
Situado no Círculo de Fogo do Pacífico, o Japão está entre os países mais sujeitos a terremotos no mundo. O arquipélago registra abalos com grande frequência e concentra cerca de um quinto dos sismos globais com magnitude igual ou superior a 6,0. Essa realidade faz com que o país mantenha protocolos rigorosos de prevenção e resposta a desastres naturais.
Embora não haja usinas nucleares em operação nas regiões de Hokkaido e Tohoku, o novo tremor trouxe lembranças do desastre de março de 2011, quando um terremoto seguido de tsunami devastou o norte do país. Naquela ocasião, cerca de 22 mil pessoas morreram e centenas de milhares foram obrigadas a deixar suas casas. O acidente na usina de Fukushima Daiichi ainda deixa marcas profundas, com milhares de deslocados que não conseguiram retornar às suas cidades de origem.
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